As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam a sexta-feira com alta pela quarta sessão consecutiva, após novas pesquisas eleitorais reforçarem o cenário de empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Planalto, impulsionando a volatilidade do mercado de capitais brasileiro.
Contexto Institucional e Evolução das Taxas DI
A taxa do DI para janeiro de 2028 registrou 12,92%, com elevação de 3 pontos-base em relação à sessão anterior, enquanto a do DI para janeiro de 2035 alcançou 12,885%, refletindo aumento de 8 pontos-base, ambos marcando a quarta valorização consecutiva após forte acomodação dos rendimentos dos Treasuries internacionais e tensões fiscais internas.
O s movimentos são diretamente vinculados às expectativas eleitorais, já que pesquisas como a CNT/MDA indicam empate técnico entre os candidatos, com Lula e Flávio tecnicamente empatados na margem de erro, o que intensifica a aversão dos investidores ao risco fiscal sob eventual reeleição ou mudança de governo.
As taxas dos DIs registraram alta pela quarta sessão seguida, com a taxa de 2028 em 12,92% e a de 2035 em 12,885%, evidenciando tensão fiscal antecipada por possíveis mudanças no comando do Executivo.
Repercussão Jurídica e Estratégia Monetária
O Banco Central manteve a Selic em 13,75% e sinalizou corte de 25 pontos-base em novembro, mas a decisão de dezembro permanece incerta devido à dependência dos resultados eleitorais e seus impactos no câmbio e na inflação.
Investidores monitoram atentamente as propostas econômicas dos candidatos, ainda que ainda ausentes em detalhes concretos, enquanto o IBC-Br registrou alta de 0,30% em agosto, indicando resiliência econômica que pode influenciar a trajetória da política monetária.



