Na madrugada de 12 de abril, a Perícia Médico-Legal de Embu das Artes identificou sérias incongruências no relato inicial da morte de Larissa da Cruz Morata, 29 anos, encontrada com ferimentos de bala dentro da residência conjugal, enquanto seu esposo, o policial militar Vinicius Costa Silva, 26 anos, permanece sob prisão preventiva decretada pela Justiça.
Apuração Pericial e Incoerências Técnicas na Dinâmica do Crime
O s exames periciais revelaram contradições entre a trajetória do projétil, identificada como incompatível com a posição do corpo e as lesões descritas na cena do crime, levantando dúvidas sobre a versão preliminar de suicídio apresentada pelo marido da vítima.
Conforme laudo da especialista Caroline Daitx, a análise da entrada e saída da bala, aliada à geometria corporal e ao estado das estruturas atingidas, demonstrou que o trajeto da projétil não obedecia à lógica física de um disparo autoinflicto, exigindo confrontação rigorosa com os elementos materiais coletados no local.
A perícia detectou trajetória balística inconsistente com a dinâmica descrita pela defesa e apontou lesões incompatíveis com a suposta cena de suicídio.
Desdobramentos Judiciais e Repercussões na Investigação
A Justiça concedeu prisão preventiva ao marido da vítima sob fundamentação de risco à ordem pública e à instrução criminal, já que a defesa alega não ter participado do ato e sustenta tratar-se de fatalidade voluntária.
Especialistas apontam que a combinação entre o laudo pericial, os depoimentos anteriores da vítima registrados em áudios e mensagens e os exames balísticos constituem base sólida para o avançar das investigações rumo à responsabilização ou absolvição formal.



