Na última terça-feira (21/8), a Justiça boliviana decretou a prisão preventiva de 180 dias de Fernando Cerimedo, ex-assessor de Javier Milei e marqueteiro aliado da família Bolsonaro, após o indiciamento por tentativa de feminicídio contra a grávida Nadia Beller, de 41 anos, que foi baleada três vezes em um hotel em Santa Cruz de la Sierra e escapou do homicídio ao fingir estar morta.
Contexto Institucional e Apuração da Investigação
A prisão preventiva foi decretada pelo juiz da 2ª Vara de Garantias de Santa Cruz de la Sierra, com base em provas colhidas pela Polícia Boliviana, que apontam que Cerimedo comandou o ataque remoto por telefone e tentou fugir do país em aeronave comercial após o crime.
Antecedentes indicam que o marqueteiro, fundador do 'La Derecha Diario', já havia sido indiciado por enriquecimento ilícito e mantinha vínculos com figuras da direita latino-americana, incluindo visitas frequentes à Casa Rosada durante o governo de Milei.
O marqueteiro argentino foi preso na Penitenciária de Palmasola, maior prisão da Bolívia, enquanto enfrenta também indiciamento por enriquecimento ilícito.
Repercussão Jurídica e Próximos Desdobramentos
O porta-voz presidencial boliviano, José Luis Gálvez, confirmou que Cerimedo atuava como consultor voluntário sem vínculo formal ou pagamento estatal com o governo do presidente Rodrigo Paz, reforçando a ausência de recursos públicos vinculados à sua assessoria.
Especialistas em direito penal indicam que, se condenado, o réu pode responder por tentativa de feminicídio com pena de até 30 anos de reclusão, além das investigações sobre enriquecimento ilícito que tramitam no âmbito da Justiça argentina e brasileira.



