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Política

Aliado de Milei e Bolsonaro sofre prisão preventiva na Bolívia por tentativa de feminicídio

PorPedro ArealVerificadoOrtografia IAPublicado Há 57 min
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Aliado de Milei e Bolsonaro sofre prisão preventiva na Bolívia por tentativa de feminicídio
Fatos Rápidos da Notícia
  • Fernando Cerimedo, ex-assessor de Javier Milei e aliado da família Bolsonaro, teve prisão preventiva decretada na Bolívia por tentativa de feminicídio contra a grávida Nadia Beller, de 41 anos
  • Ele foi preso em Santa Cruz de la Sierra após mandar o ataque remoto por telefone e tentar fugir do país em avião
  • A Justiça boliviana o mandou preso na maior prisão do país, a Penitenciária de Palmasola, enquanto ele enfrenta também indiciamento por enriquecimento ilícito
Resumo Editorial

A prisão preventiva de 180 dias de Cerimedo, ex-assessor de Milei e aliado de Bolsonaro, por tentativa de feminicídio contra Nadia Beller, grávida baleada em Santa Cruz, evidencia graves vínculos com práticas ilícitas e ameaças à vida.

Na última terça-feira (21/8), a Justiça boliviana decretou a prisão preventiva de 180 dias de Fernando Cerimedo, ex-assessor de Javier Milei e marqueteiro aliado da família Bolsonaro, após o indiciamento por tentativa de feminicídio contra a grávida Nadia Beller, de 41 anos, que foi baleada três vezes em um hotel em Santa Cruz de la Sierra e escapou do homicídio ao fingir estar morta.

Contexto Institucional e Apuração da Investigação

A prisão preventiva foi decretada pelo juiz da 2ª Vara de Garantias de Santa Cruz de la Sierra, com base em provas colhidas pela Polícia Boliviana, que apontam que Cerimedo comandou o ataque remoto por telefone e tentou fugir do país em aeronave comercial após o crime.

Antecedentes indicam que o marqueteiro, fundador do 'La Derecha Diario', já havia sido indiciado por enriquecimento ilícito e mantinha vínculos com figuras da direita latino-americana, incluindo visitas frequentes à Casa Rosada durante o governo de Milei.

Ponto de Destaque

O marqueteiro argentino foi preso na Penitenciária de Palmasola, maior prisão da Bolívia, enquanto enfrenta também indiciamento por enriquecimento ilícito.

Repercussão Jurídica e Próximos Desdobramentos

O porta-voz presidencial boliviano, José Luis Gálvez, confirmou que Cerimedo atuava como consultor voluntário sem vínculo formal ou pagamento estatal com o governo do presidente Rodrigo Paz, reforçando a ausência de recursos públicos vinculados à sua assessoria.

Especialistas em direito penal indicam que, se condenado, o réu pode responder por tentativa de feminicídio com pena de até 30 anos de reclusão, além das investigações sobre enriquecimento ilícito que tramitam no âmbito da Justiça argentina e brasileira.

Atenção / Ponto Crítico
Cerimedo deve permanecer sob prisão preventiva até 21/11, data limite para apreciação da medida pela Justiça boliviana.

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