No dia 7 de abril, o Paysandu foi derrotado por 2 a 1 pelo Brusque em partida válida pela primeira rodada do quadrangular da Série C, no Estádio Mangueirão, diante de público reduzido e sob forte pressão institucional para reencontrar o rumo competitivo após dois jogos consecutivos sem vitória em casa.
Contexto Institucional e Desempenho Tático da Primeira Rodada
A análise do jogo revela que os mesmos vícios identificados na primeira fase da competição — defesa vulnerável e ineficácia ofensiva — se repetiram exatamente, com o setor defensivo do Paysandu sendo furado duas vezes pelo Brusque, enquanto a equipe não conseguiu converter as oportunidades criadas, epitomizando a ausência de efetividade no ataque e a fragilidade coletiva.
O treinador Júnior Rocha, que assumiu o comando técnico após a derrota para o Maringá — clube que mantém a pior defesa do campeonato com 29 gols sofridos — enfrenta agora o desafio de reestruturar uma defesa que cedeu dois gols neste jogo, mantendo a mesma média de gols recebidos que o coloca apenas um ponto atrás do maior responsável pela ineficácia defensiva do certame.
O Paysandu manteve a segunda pior defesa da Série C, com 29 gols sofridos em apenas quatro jogos, um único ponto atrás do Maringá, que ostenta a marca negativa de maior número de gols contra.
Repercussão Técnica e Desafios Estruturais para o Papão
A pressão sobre Júnior Rocha se intensifica ao ver seu time perder novamente como mandante, agora com dois revés consecutivos em casa, o que compromete não apenas a continuidade técnica do treinador, mas também a credibilidade do projeto esportivo do Paysandu perante seus apoiadores e dirigentes.
Com o quadrangular ainda no início, a janela para correções táticas e reestruturação do elenco se fecha rapidamente, exigindo decisões ágeis da diretoria e maior rigor na preparação defensiva para evitar novo ciclo de fragilidade nos próximos confrontos.
O Paysandu tem prazo iminente de resposta técnica após nova derrota em casa, com risco de queda de posição no quadro de classificação e questionamento à continuidade do comando técnico caso os resultados não melhorem nos próximos dois jogos.



