Dez pessoas foram assassinadas em episódios classificados como violência de motivação política entre sábado (24) e terça-feira (27), segundo balanço apresentado pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. Todas as vítimas identificadas até agora eram apoiadoras do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e três delas eram indígenas.
O levantamento foi divulgado na quarta-feira (28) durante entrevista coletiva no Ministério da Justiça, em Brasília. Boulos informou que os registros aumentaram após a confirmação do resultado das eleições, no domingo (25), com maior concentração entre aquela noite e a segunda-feira (26).
Além dos homicídios, o governo contabilizou sete atropelamentos intencionais, 14 casos de agressão física, incluindo espancamentos e esfaqueamentos, e cinco episódios envolvendo disparos ou atentados com armas de fogo. A lista também reúne cinco registros de violência ou coação contra povos indígenas e seis ocorrências de abuso de autoridade e violência policial.
Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina aparecem entre os estados com maior quantidade de casos, nessa ordem. Durante a coletiva, Boulos afirmou que os episódios ocorreram, em sua maioria, como reação ao resultado das urnas.



