Na terça-feira, 15 de setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) restringe o acesso ao plenário apenas a convidados previamente autorizados pelo Cerimonial, com sessão marcada para as 14h, enquanto jornalistas e demais profissionais da imprensa ficam impedidos de adentrar o recinto, obrigados a permanecer na marquise do prédio sob estrutura de transmissão ao vivo.
Contexto Institucional e Procedimentos de Inscrição
A limitação do público no plenário do STF decorre da capacidade física do espaço, conforme comunicado oficial divulgado na manhã de 14 de setembro, que estabelece regras rígidas para a sessão que analisará mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o executivo Daniel Vorcaro, do Banco Master, em preparação para o julgamento sobre suposta interferência no livre exercício da função jurisdicional.
A inscrição prévia no Cerimonial do STF é condição imprescindível para o ingresso no plenário, com análise subjetiva de elegibilidade por parte da equipe cerimonial, enquanto a inspeção de segurança — composta por detectores de metais e equipamentos de raio-X — será realizada em todos os pontos de entrada, sob coordenação integrada entre a Secretaria de Polícia Judicial, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, o Comando Militar do Planalto e demais órgãos de inteligência nacional.
O STF limita o acesso ao plenário ao número exato de convidados inscritos com antecedência, em razão da restrita capacidade do espaço físico.
Repercussão e Estratégia Institucional
A decisão de vedar a presença de jornalistas no interior do plenário reforça a estratégia do STF em preservar a solemnidade processual, ao mesmo tempo em que canaliza a cobertura midiática para áreas específicas da Esplanada dos Ministérios, onde telões e estruturas serão montadas para transmissão ao vivo pelas emissoras públicas e pelo canal institucional no YouTube.
As medidas de segurança integradas incluem bloqueios áreascos, monitoramento por drones, restrição ao tráfego aéreo nas proximidades e atuação coordenada das Forças Armadas, Abin, GSI e demais instituições envolvidas na proteção do entorno do Tribunal Supremo.



