Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, negou nesta segunda-feira (2/10) as informações de bastidores que o apontavam como principal articulador da tese de André Lara Resende dentro do governo. Segundo ele, não procede a afirmação de que defenda tabelamento de juros e disse não ter qualquer identidade com a proposta. Mercadante também descartou um encontro marcado entre o presidente Lula e o economista, ressaltando que uma conversa só poderá ocorrer após a definição da nova equipe econômica.
O dirigente enfatizou que não existe discussão sobre tabelamento de juros nem durante a campanha nem no governo atual. Declarou que quem define e fala pela economia é a equipe econômica, citando seu apoio ao ministro Dario e o alinhamento entre eles. Para Mercadante, seu papel é falar pelo BNDES, enquanto o ministro da Fazenda é o responsável pela comunicação sobre economia.
O texto ainda destaca os resultados recentes do banco sob sua gestão. Em 2025, o BNDES obteve lucro recorrente de R$ 15,2 bilhões, o maior de sua história, e concedeu R$ 366 bilhões em crédito, avanço de 32% ante o ano anterior. No primeiro semestre de 2026, o lucro recorrente foi de R$ 9,2 bilhões, alta de 25% sobre igual período do ano anterior, somando R$ 17,1 bilhões em 12 meses.
A inadimplência do BNDES está em 0,05%, contra 4,68% no sistema financeiro nacional e 0,66% para grandes empresas. Dois terços dos recursos são emprestados a taxas de mercado, com subsídio concentrado em inovação, transição energética e áreas de maior risco onde o setor privado não atua sozinho. O banco também destinou cerca de R$ 29 bilhões à economia gaúcha após enchentes no Rio Grande do Sul e abriu linha de R$ 14 bilhões para restauração florestal e plantio de espécies nativas.



