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Economia

Mercadante nega ter defendido tabelamento de juros e descarta reunião de Lula com Lara Resende

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 15:50
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Mercadante nega ter defendido tabelamento de juros e descarta reunião de Lula com Lara Resende
Fatos Rápidos da Notícia
  • Mercadante negou ter defendido tabelamento de juros e disse não ter identidade com a tese.
  • O presidente Lula não tem encontro marcado com André Lara Resende.
  • Não há proposta de tabelamento de juros em discussão no governo.
Resumo Editorial

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, rejeitou informações de bastidores que o apontavam como articulador da tese do economista André Lara Resende sobre tabelamento de juros. Ele afirmou que não há proposta desse tipo em discussão no governo e que a palavra sobre economia cabe exclusivamente à equipe econômica, com quem está alinhado.

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, negou nesta segunda-feira (2/10) as informações de bastidores que o apontavam como principal articulador da tese de André Lara Resende dentro do governo. Segundo ele, não procede a afirmação de que defenda tabelamento de juros e disse não ter qualquer identidade com a proposta. Mercadante também descartou um encontro marcado entre o presidente Lula e o economista, ressaltando que uma conversa só poderá ocorrer após a definição da nova equipe econômica.

O dirigente enfatizou que não existe discussão sobre tabelamento de juros nem durante a campanha nem no governo atual. Declarou que quem define e fala pela economia é a equipe econômica, citando seu apoio ao ministro Dario e o alinhamento entre eles. Para Mercadante, seu papel é falar pelo BNDES, enquanto o ministro da Fazenda é o responsável pela comunicação sobre economia.

O texto ainda destaca os resultados recentes do banco sob sua gestão. Em 2025, o BNDES obteve lucro recorrente de R$ 15,2 bilhões, o maior de sua história, e concedeu R$ 366 bilhões em crédito, avanço de 32% ante o ano anterior. No primeiro semestre de 2026, o lucro recorrente foi de R$ 9,2 bilhões, alta de 25% sobre igual período do ano anterior, somando R$ 17,1 bilhões em 12 meses.

A inadimplência do BNDES está em 0,05%, contra 4,68% no sistema financeiro nacional e 0,66% para grandes empresas. Dois terços dos recursos são emprestados a taxas de mercado, com subsídio concentrado em inovação, transição energética e áreas de maior risco onde o setor privado não atua sozinho. O banco também destinou cerca de R$ 29 bilhões à economia gaúcha após enchentes no Rio Grande do Sul e abriu linha de R$ 14 bilhões para restauração florestal e plantio de espécies nativas.

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Tags:BNDES

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