Na manhã de sexta-feira, 11 de setembro, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou a quebra do sigilo sobre documentos vinculados à principal investigação do caso Banco Master, provocando imediatas oscilações nos mercados financeiros brasileiros e reforçando o cenário de tensão institucional.
Desvelo Judicial e Reconfiguração do Sigilo na Apuração do Banco Master
O ministro relator da Ação Penal 470/2021, que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão fiscal envolvendo o Banco Master, determinou a revelação de documentos antes restritos ao acesso restrito ao Ministério Público Federal, ao STF e à Polícia Federal.
A medida, publicada no Diário da Justiça eletrônico às 14h37, ocorre em um momento de intensificação das investigações e após solicitação formal da Procuradoria-Geral da República, que busca ampliar o acesso a provas com potencial impacto na apuração de ilícitos financeiros de grande envergadura.
O Ibovespa caiu 0,90%, enquanto o dólar subiu 0,56% para R$ 5,13 após a decisão do STF que desvelou documentos do caso Banco Master
Repercussões Setoriais e Respostas das Autoridades
A decisão do STF gerou reação imediata do mercado: o dólar, após registrar queda de 0,30% em torno das 10h (R$ 5,07), inverteu a tendência e avançou para R$ 5,13 às 15h50, com alta de 0,56%, enquanto o Ibovespa recuou 0,90%, fechando aos 186.5 mil pontos às 16h05.
O presidente do STF justificou a medida como essencial para a transparência processual e o direito à ampla defesa, reforçando que o sigilo não pode obstaculizar a apuração de crimes financeiros graves como os envolvendo o Banco Master.



