O Ministério da Fazenda revisou para 2% a projeção do crescimento do PIB de 2026, reduzindo a estimativa anterior de 2,3% divulgada em julho, conforme o boletim Macrofiscal publicado em 22 de julho, enquanto o Banco Central manteve a taxa Selic em 13,75% após o quinto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual, sinalizando cautela diante da pressão inflacionária persistente.
Revisão da Projeção PIB e Desdobramentos Setoriais
A revisão da projeção do PIB para 2026 reflete uma desaceleração setorial concentrada no serviços, cujo crescimento estimado caiu de 2,4% para 1,8%, e na indústria, cujo índice foi ajustado de 2,1% para 1,7%, conforme detalhado no boletim Macrofiscal do Ministério da Fazenda; esse movimento ocorreu em contraste com a agropecuária, que registrou alta revisada de 1,8% para 2,8%, impulsionada por fatores específicos como safras favoráveis e demanda externa.
O Carney aponta que a revisão decorre da fraqueza no primeiro semestre e da transmissão defasada da política monetária sobre a demanda doméstica, enquanto o endividamento familiar permanece estável em relação à renda, embora o comprometimento com o serviço da dívida tenha atingido recorde histórico no segundo trimestre, limitando o impacto do crescimento salarial no consumo.
A projeção do PIB de 2026 cai para 2%, com serviços caindo de 2,4% para 1,8% e indústria de 2,1% para 1,7%, sinalizando desaceleração estrutural no setor terciário.
Repercussão Fiscal e Cenários de Inflação
O governo federal mantém postura restritiva na política fiscal e monetária, com a revisão para baixo das expectativas de inflação para 2026 – de 5,1% para 4,9% – e aumento da projeção para 2027 de 3,6% para 3,8%, motivada pelos efeitos do El Niño sobre a produção agrícola e os preços das carnes.
As declarações oficiais reforçam que a meta inflacionária do CMN permanece ameaçada, enquanto o Banco Central sinaliza que novos ajustes na Selic dependerão da evolução do cenário, mesmo com expectativa de mais um corte ainda neste ano.



