Nos cinco dias subsequentes ao temporal ocorrido em 12 de setembro, que deixou três mortos e milhares de desalojados em diversas cidades do estado de São Paulo, o ex-ministro da Fazenda e atual candidato ao governo estadual Fernando Haddad (PT) não publicou qualquer manifestação direta sobre os estragos causados pelas fortes chuvas, conforme apurado por análise das publicações em suas redes sociais entre 12 e 16 de setembro.
Ausência de Comunicação Institucional e Revisão do Contexto Climático
A investigação realizada pela redação do jornal, que cruzou publicações no Instagram, X, Threads, TikTok e YouTube do candidato petista entre 12 e 16 de setembro, constatou que Haddad limitou-se a divulgar um carrossel com propostas programáticas para o setor ambiental, sem mencionar o alagamento ocorrido no Vale do Ribeira ou quaisquer ações emergenciais coordenadas para mitigação dos efeitos da chuva intensa.
Nos dias seguintes ao desastre, enquanto prefeitos e equipes municipais enfrentavam alagamentos críticos em bairros residenciais e rodovias federais, Haddad manteve postura silenciosa nas plataformas digitais, contrastando com a atuação de adversários diretos como Márcio França (PSB), que utilizou seu perfil para cobrar repasse imediato de recursos aos municípios afetados.
O candidato Fernando Haddad (PT) não publicou qualquer postagem sobre as chuvas que mataram três paulistas e deslocaram milhares de pessoas nos dias subsequentes a 12 de setembro.
Repercussão Política e Mobilização de Contrapartes O ficiais
Em contraponto à omissão do petista, Márcio França (PSB), vice-candidato na chapa, afirmou estar 'muito preocupado' com a situação do rio do Vale do Ribeira desde sexta-feira (13), exigindo transparência e repasse orçamentário imediato aos municípios para enfrentar os estragos, além de criticar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) por ausência de ação coordenada.
Enquanto isso, governadores como Tarcísio de Freitas suspenderam sua agenda política para vistoriar as áreas danificadas e utilizar imagens dos danos em suas redes sociais como ferramenta de engajamento institucional, enquanto candidatos como Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) adotaram discursos unificadores focados no socorro às vítimas e na necessidade de cooperação intergovernamental.



