O s preços do petróleo registraram forte valorização nesta segunda‑feira, com o Brent atingindo US$ 97,31 por barril – máximo de seis semanas – e o WTI cotado a US$ 92,65, após o Irã ameaçar atacar infraestruturas energéticas em resposta aos recentes ataques norte‑americanos.
Contexto Institucional e Histórico da Escalada Militar
A valorização dos futuros do Brent ocorreu após o Irã ter declarado, por meio do presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, que "ataquem nossos ativos e vocês serão atacados", em resposta à advertência do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, de que a frota petrolífera de Teerã estaria "indefesa"
A escalada militar teve início em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel conduziram ataques contra alvos iranianos, conforme informou a empresa de inteligência marítima Marisks, o que desencadeou troca de tiros entre petroleiros comerciais e navios de guerra no fim de semana, intensificando o conflito na região.
O Brent atingiu US$ 97,31 por barril, sua maior cotação desde 24 de julho, representando alta de 1,1% frente ao fechamento anterior.
Repercussão Jurídica e Estratégica da Crise Energética
Autoridades iranianas reiteraram a ameaça de retaliação contra infraestruturas energéticas, enquanto a O pep+ manteve inalterada sua política de produção para outubro, sinalizando tentativa de estabilizar o mercado diante da volatilidade provocada pelos confrontos.
Especialistas como Goldman Sachs alertam que novos ataques à navegação podem elevar o preço do petróleo para US$ 120 por barril, e os Emirados Árabes Unidos estão desenvolvendo rotas alternativas de exportação para reduzir a dependência das rotas vulneráveis ao conflito.
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