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Viviane Moraes cancela e reativa voos de jato e helicóptero ligados a Vorcaro após prisão

PorAlexandre AlencarVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 18:41
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Viviane Moraes cancela e reativa voos de jato e helicóptero ligados a Vorcaro após prisão
Fatos Rápidos da Notícia
  • Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes do STF, cancelou e refez a reserva de um jato Legacy 650 e helicóptero para oito passageiros em 18 de novembro de 2025
  • A reserva foi solicitada em 24 de outubro de 2025 e previa voo entre Brasília e São Paulo com destino a Campos do Jordão
  • A Polícia Federal investiga contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, com R$ 40 milhões destinados ao pagamento por meio de aeronaves e R$ 10 milhões referentes a despesas de voos
Resumo Editorial

A decisão de Viviane Moraes de cancelar e reativar voos de jato e helicóptero, vinculados ao Banco Master, ocorre um dia após a prisão do controlador Daniel Vorcaro, no contexto de um contrato de R$ 131 milhões sob investigação.

Na manhã de 18 de novembro de 2025, a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), cancelou e reafirmou a reserva de um jato Legacy 650 e um helicóptero EC-155 para oito passageiros, em decisão que ocorreu um dia após a prisão do controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, sob investigação por suposto desvio de recursos.

Contexto Institucional e Procedimentos da Apuração

A Polícia Federal identificou, por meio de mensagens interceptadas, que a reserva das aeronaves foi formalizada em 24 de outubro de 2025 pela empresa Prime You, com operação prevista entre Brasília e São Paulo, seguidos de trajeto até Campos do Jordão, durante o feriado da Consciência Negra; as comunicações internas registram que Viviane Barci de Moraes, cotista do Legacy 650 (prefixo PP-NLR) e do helicóptero EC-155, solicitou o cancelamento às 8h34 do dia 18, desfez a decisão minutos depois e confirmou novamente a desistência, em ato que coincidiu com a prisão de Vorcaro no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

As investigações da PF giram em torno de um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, no qual R$ 40 milhões seriam destinados ao pagamento por meio das aeronaves e mais R$ 10 milhões referentes a despesas operacionais dos voos, enquanto o escritório contesta a existência de um segundo contrato de R$ 50 milhões que teria previsto a transferência direta das cotas aéreas como parte do pagamento.

Ponto de Destaque

R$ 131 milhões correspondem ao valor total do contrato investigado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes.

Repercussão Jurídica e Desdobramentos Imediatos

A defesa do ministro Moraes afirmou que as escolhas das aeronaves obedeciam a critérios operacionais e negou qualquer vínculo pessoal ou profissional com o empresário Daniel Vorcaro, enquanto o Ministério Público Federal aguarda posicionamento da Polícia Federal sobre eventuais infrações administrativas ou criminais vinculadas ao uso indevido de bens públicos ou recursos privados.

O caso ainda permeia debates sobre transparência no uso de serviços privados por autoridades públicas e pode gerar pressão institucional para revisão de contratos celebrados sob suspeita de conflito de interesses.

Atenção / Ponto Crítico
A PF deve concluir laudo técnico sobre os contratos até 30 de novembro de 2025 para definir eventual responsabilização civil ou criminal.

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