Na manhã de 18 de novembro de 2025, a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), cancelou e reafirmou a reserva de um jato Legacy 650 e um helicóptero EC-155 para oito passageiros, em decisão que ocorreu um dia após a prisão do controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, sob investigação por suposto desvio de recursos.
Contexto Institucional e Procedimentos da Apuração
A Polícia Federal identificou, por meio de mensagens interceptadas, que a reserva das aeronaves foi formalizada em 24 de outubro de 2025 pela empresa Prime You, com operação prevista entre Brasília e São Paulo, seguidos de trajeto até Campos do Jordão, durante o feriado da Consciência Negra; as comunicações internas registram que Viviane Barci de Moraes, cotista do Legacy 650 (prefixo PP-NLR) e do helicóptero EC-155, solicitou o cancelamento às 8h34 do dia 18, desfez a decisão minutos depois e confirmou novamente a desistência, em ato que coincidiu com a prisão de Vorcaro no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
As investigações da PF giram em torno de um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, no qual R$ 40 milhões seriam destinados ao pagamento por meio das aeronaves e mais R$ 10 milhões referentes a despesas operacionais dos voos, enquanto o escritório contesta a existência de um segundo contrato de R$ 50 milhões que teria previsto a transferência direta das cotas aéreas como parte do pagamento.
R$ 131 milhões correspondem ao valor total do contrato investigado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Imediatos
A defesa do ministro Moraes afirmou que as escolhas das aeronaves obedeciam a critérios operacionais e negou qualquer vínculo pessoal ou profissional com o empresário Daniel Vorcaro, enquanto o Ministério Público Federal aguarda posicionamento da Polícia Federal sobre eventuais infrações administrativas ou criminais vinculadas ao uso indevido de bens públicos ou recursos privados.
O caso ainda permeia debates sobre transparência no uso de serviços privados por autoridades públicas e pode gerar pressão institucional para revisão de contratos celebrados sob suspeita de conflito de interesses.



