Na madrugada desta quinta-feira, 1º de outubro, entrou em vigor o reajuste de 11,76%, em média, no preço do querosene de aviação (QAV) comercializado pela Petrobras às distribuidoras nas refinarias, elevando o custo médio do litro de R$ 5,585 para R$ 6,242, conforme estabelecido nos contratos mensais e sob forte influência dos desdobramentos geopolíticos no O riente Médio.
Contexto Institucional e Mecanismos de Reajuste da Petrobras
A estatal reajusta o preço do QAV no primeiro dia de cada mês, conforme estipulado nos contratos firmados com as distribuidoras, mantendo-se como principal fornecedora responsável por cerca de 85% da produção nacional do combustível; o novo valor reflete a atualização baseada em indicadores internacionais e na volatilidade dos mercados externos.
O aumento ocorre em um cenário de tensão agravada pelo conflito no O riente Médio, que tem pressionado a logística global de petróleo e derivados, elevando a pressão sobre os custos operacionais das indústrias que dependem do QAV, especialmente as companhias aéreas brasileiras.
O preço do querosene de aviação subiu 74% em relação ao valor registrado em 1º de março, refletindo o impacto direto da instabilidade geopolítica na cadeia produtiva.
Repercussão Setorial e Desdobramentos Econômicos
A alta no preço do QAV ampliou sua participação nos custos operacionais das empresas aéreas brasileiras de cerca de 30% para mais de 45%, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), colocando em risco a rentabilidade do setor e exigindo medidas urgentes de adaptação.
A Petrobras já havia adotado medidas paliativas em maio ao permitir a parcelamento do reajuste para as distribuidoras, mas a manutenção do novo patamar tarifário pressiona as companhias aéreas a revisarem estratégias de gestão e repasse de custos aos passageiros.



