Durante visita à Igreja Assembleia de Deus Ministério Unção, em Belford Roxo (RJ), o candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou que a proibição das apostas esportivas constituirá seu primeiro ato governamental caso eleito, reiterando compromisso com o combate ao vício sem depender de medidas sociais insuficientes.
Contexto Institucional e Histórico da Proposta de Proibição
Na sequência de pronunciamento proferido perante comunidade religiosa e lideranças locais, o ex-governador de Minas Gerais destacou que a arrecadação bilionária do governo federal com as bets evidencia ausência de políticas públicas efetivas para enfrentar o vício em jogos, fato já documentado em relatórios técnicos do Ministério da Saúde e da Comissão de Cidadania.
Antecedentes revelam que, desde 2018, a receita anual com apostas esportivas ultrapassa R$ 8 bilhões, segundo dados da Secretaria da Receita Federal, enquanto programas de prevenção ao vício permanecem fragmentados e subfinanciados, gerando pressão para intervenções legislativas emergenciais.
A proibição das apostas esportivas será implementada como primeiro ato governamental, visando combater o vício sem políticas sociais adequadas.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Implementação
Autoridades jurídicas apontam que a iniciativa dependerá de regulamentação específica do Congresso Nacional, já que a Constituição reserva aos legisladores a definição de atividades econômicas e proibição de atividades lícitas, exigindo projeto de lei detalhado que contemple mecanismos de bloqueio tecnológico e responsabilização de operadoras.
Especialistas em economia digital alertam que, embora Zema tenha garantido disponibilidade de ferramentas para remoção de sites ilegais, a migração para plataformas clandestinas pode gerar novos desafios regulatórios e exigirá cooperação internacional para rastreamento de transações.



