No âmbito do tribunal da Ilha de Gran Canaria, o zagueiro Raúl Asencio, do Real Madrid, foi absolvido nesta quinta‑feira (3) das acusações de ter compartilhado vídeo com conteúdo sexual sem o consentimento das vítimas, numa decisão que beneficiou também três ex‑jogadores das categorias de base do clube, cujas penas foram reduzidas após as vítimas declararem perdão.
Contexto Jurídico e Apuração do Caso
O Ministério Público da Espanha retirou formalmente as acusações contra Asencio, reconhecendo que ele não participou da gravação do material, limitando‑se ao ato de disseminar o vídeo já existente; ao mesmo tempo, reduziu os pedidos de pena para os demais três acusados, que foram condenados a um ano de prisão — suspensa por não cometer novos delitos — em razão da demonstração de perdão por parte das vítimas, ambas adolescentes, sendo uma delas menor de idade.
As investigações foram conduzidas com base em provas digitais obtidas pela polícia espanhola e pelo Ministério Público, que analisaram metadados e cópias do conteúdo para comprovar a autoria e a falta de consentimento, enquanto a defesa de Asencio argumentou ausência de participação na produção e pediu o arquivamento do processo.
A absolvição de Raúl Asencio evita prisão e restringe sua participação no Real Madrid enquanto clube avalia seu retorno ao campo.
Repercussão Institucional e Próximos Desdobramentos
O treinador José Mourinho anunciou que o Real Madrid instituiu um procedimento disciplinar interno contra o jogador, embora tenha garantido que Asencio permanecerá nos planos da equipe enquanto o caso é analisado, destacando que "não importa o que você faça fora da sua esfera profissional, isso ainda reflete no Real Madrid e continua prejudicando a reputação de um clube cuja imagem não pode ser comprometida"
Apesar da absolvição, o defensor continua afastado das competições por recuperação de lesão e deve retornar aos treinamentos nas próximas semanas, enquanto o clube monitora eventuais impactos contratuais e de imagem derivados do episódio.
A suspensão da carteira de motorista por oito meses e a multa de 14.400 euros permanecem vigentes, impondo ao jogador a necessidade de cumprir sanções administrativas antes de reintegração plena ao clube.



