Na quarta-feira (2/9), um indivíduo foi preso durante a O peração Falso 9, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul com apoio da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, sob suspeita de se passar pelo técnico Luís Castro do Grêmio e aplicar golpes mediante transferências via Pix contra jogadores profissionais.
Contexto Estratégico e Mecanismos de Fraude
As investigações da Polícia Civil do Rio Grande do Sul revelaram que o suspeito utilizava a fotografia oficial do treinador Luís Castro e uma linha telefônica registrada em nome de terceiros para abordar atletas do Grêmio por meio do WhatsApp, construindo uma narrativa de confiança ao perguntar sobre rotina, família e desempenho, além de evitar que as vítimas compartilhassem o contato com colegas.
O modus operandi consistiu em isolar psicologicamente o jogador, explorando sua empatia ao alegar que os recursos seriam destinados à compra de 300 cestas básicas no valor unitário de R$ 75, totalizando R$ 22.500, transferidos em uma única transação por Pix após várias conversas que consolidaram a falsa relação.
O golpista fraudou um atleta ao extrair R$ 22.500 mediante a falsidade de destinar valores à compra de cestas básicas para instituição social.
Repercussão Jurídica e Estratégias Preventivas
A Justiça autorizou o afastamento dos sigilos bancário e telemático dos investigados, permitindo aos investigadores mapear fluxos financeiros e vincular a estrutura criminosa a um grupo operante em Itaperuna, interior do Rio de Janeiro, com histórico de atividades ilícitas.
As medidas preventivas incluem o reforço na verificação de identidade em comunicações digitais entre autoridades esportivas e atletas, além da ampliação de protocolos de segurança para evitar novas aplicações de golpe sob pretextos humanitários.



