No Cemitério Bom Jesus, em Contagem (MG), câmeras de monitoramento registraram o furto de um crânio humano, culminando na prisão de um homem de 32 anos e uma mulher de 21, que pagaram fiança e foram liberados sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais.
Investigação Preliminar e Dinâmica da Apuração
A denúncia foi acionada após o reconhecimento das imagens das câmeras de vigilância do cemitério por parte da Central de Coordenação de O perações (CCOP), que notificou a Guarda Civil Municipal de Contagem para investigar a movimentação suspeita no local. Durante abordagem a três mulheres na periferia do cemitério, os agentes identificaram um crânio humano em estado avançado de decomposição dentro de uma sacola plástica, objeto que as suspeitas alegaram ter sido oferecido a uma das jovens por um coveiro do local, conforme relato colhido no local.
Conforme os registros policiais, o homem identificado como autor reconheceu ter oferecido o crânio à menor de idade, mas negou participação no furto efetivo. O bem foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Belo Horizonte para análise pericial, enquanto o caso segue sob análise da Polícia Civil para esclarecer os reais responsáveis pelo delito.
O crânio, já em avançado estado de degradação, foi apreendido em sacola plástica após monitoramento por câmeras do cemitério.
Repercussão e Desdobramentos Jurídicos
A Polícia Civil informou que os envolvidos foram submetidos aos procedimentos de polícia judiciária e liberados após pagamento da fiança arbitrada pela autoridade policial, com as investigações prosseguindo para apurar a origem do material e eventuais redes de tráfico de ossos no região metropolitana.
Especialistas apontam que o caso pode revelar práticas ilícitas relacionadas ao tráfico de restos humanos, exigindo maior vigilância em espaços públicos e fortalecimento das medidas preventivas nas unidades de segurança pública.



