Durante sabatina no Jornal Nacional, Flávio Bolsonaro (PL) negou ter recebido recursos pessoalmente do financiamento do filme Dark Horse, sobre o pai Jair Bolsonaro, afirmando que sua atuação se restringiu à autorização do uso de imagem e captação de investidores, como o repasse de R$ 61 milhões realizado pelo banqueiro Daniel Vorcaro do Banco Master, enquanto a perícia da produtora Go Up Entertainment aponta custo total de cerca de R$ 75 milhões sem envolvimento de recursos públicos.
Contexto Institucional e Detalhes da Apuração Financeira
A apuração jornalística revelou que, apesar das declarações de Flávio Bolsonaro sobre a inexistência de vínculo direto com os recursos, conversas entre ele e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, comprovam pedido explícito de repasses e cobrança de novos pagamentos para viabilizar a produção do filme Dark Horse, totalizando até o momento R$ 61 milhões de um financiamento que podría chegar a R$ 134 milhões, segundo documentos obtidos pela imprensa.
Antecedentes indicam que a produção do filme, desenvolvida pela Go Up Entertainment sob contrato firmado em 2023 com Eduardo Bolsonaro e Mario Frias como produtores-executivos, já havia sido submetida à perícia privada que atesta custo total de aproximadamente R$ 75 milhões, sem uso de verbas públicas, mas o documento não detalha integralmente os contribuintes nem apresenta as notas fiscais e contratos referentes às despesas.
O filme Dark Horse teve custo estimado em R$ 75 milhões, com repasses de R$ 61 milhões já realizados pelo Banco Master até o momento.
Repercussão Política e Desafios de Transparência
Flávio Bolsonaro reiterou compromisso com a transparência ao afirmar que o contrato será disponibilizado publicamente, embora até o momento o documento completo não tenha sido divulgado, gerando questionamentos sobre a legitimidade do processo e a necessidade de esclarecimentos formais por parte da sociedade e dos órgãos fiscalizadores.
A expectativa é que a ausência de clareza sobre os fluxos financeiros possa impactar a credibilidade do político diante da opinião pública e dos partidos, especialmente em um ano eleitoral marcado por intensos debates sobre ética na política e uso de recursos privados em projetos culturais.


