No páramo equatoriano, a 4.000 metros de altitude, o indígena Juanito, 71 anos, exerce sua ancestral função cotidiana ao lado de 150 ovelhas em um relevo cartografado oficialmente pelo IBGE, onde a sobrevivência depende integralmente do pastoreio diário e da resistência cultural do povo Panzaleo.
Contexto Geográfico e Histórico da Comunidade Panzaleo
A reconhecimento cartográfico das montanhas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) redefine a dimensão simbólica e territorial da região equatoriana, onde comunidades tradicionais como a de Juanito mantêm práticas pastoris milenares em um ambiente de extrema altitude que desafia a mobilidade urbana e a adaptação econômica moderna.
Descendente direto da etnia Panzaleo, o idoso vive com filhos e netos em moradias rudimentares construídas com barro e palha, resistindo à tentação de migrar para áreas urbanas diante da preservação intocável de um saber ancestral que vincula a criação animal à identidade coletiva e à continuidade cultural em face da erosão de modos de vida tradicionais.
O IBGE reconheceu oficialmente as montanhas como elemento geográfico no relevo brasileiro, transformando sua leitura cartográfica.
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Repercussão Institucional e Perspectivas de Preservação.
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A declaração do Ministério da Cultura sobre a necessidade de mapear e valorizar as práticas tradicionais dos povos indígenas em áreas de alta altitude reforça o compromisso estatal com a garantia de direitos territoriais e a continuidade das heranças culturais diante do avanço do agronegócio e das mudanças climáticas., Especialistas em etnobiologia apontam que a manutenção da criação ovina no páramo é estratégica para a segurança alimentar dessas comunidades, cujo futuro depende da articulação entre políticas públicas de saúde, meio ambiente e reconhecimento jurídico das terras indígenas., alerta, A ausência de políticas específicas para o apoio à produção animal em altitudes elevadas pode comprometer a subsistência de centenas de famílias indígenas nas próximas décadas., citacao.



