Quatro estudantes da Cooper School, em Bicester, no condado de O xfordshire, na Inglaterra, lançaram uma petição que visa proibir a veiculação de uniformes escolares em conteúdos pornográficos, mobilizando mais de 8 mil assinaturas e direcionando-se ao primeiro-ministro britânico como parte da iniciativa coordenada pelo Little Feminist Bookclub.
Contexto Institucional e Mobilização Estudantil
A investigação jornalística constatou que a petição foi idealizada pelo clube de leitura Little Feminist Bookclub, vinculado à Cooper School, e assinada por quatro alunas — Willow, Rose, Aylin e Mae, com idades entre 14 e 15 anos —, que passaram a divulgar o documento nas redes acadêmicas e em entrevistas concedidas à imprensa britânica.
Segundo os relatos das autoras, o desconforto decorre da própria estética do uniforme escolar, cuja utilização fora do ambiente escolar pode reforçar a sexualização da imagem infantil, configurou como estímulo para a demanda de proibição expressa na petição.
Mais de 8 mil assinaturas já foram registradas na petição que questiona a legalidade da representação de uniformes escolares em conteúdos pornográficos no Reino Unido.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
A legislação britânica atualmente proíbe a produção e divulgação de pornografia que envolva menores de 16 anos sob o Crime and Policing Act, mas não contempla especificamente a inserção de uniformes escolares em tais conteúdos, segundo apuração realizada com base no texto legislativo oficial.
As estudantes destacam que a ausência de norma específica permite a normalização da sexualização infantil, o que pode contribuir para o aumento de casos de atenção sexual indesejada e violência contra meninas, conforme evidenciado pela pesquisa da Plan International.



