Na manhã de sábado (19/9), o candidato ao Senado Sebastião Coelho, filiado ao Novo, organizou uma carreata com cerca de 200 veículos no Núcleo Bandeirante, marcando presença em pontos estratégicos como a SIBS Quadra 2, Guará I e II, com o objetivo de reforçar sua agenda de reformas institucionais e oposição ao que classifica como excessos dos Poderes.
Contexto Institucional e Histórico da Mobilização Política
A apuração confirmou que a mobilização foi integralmente financiada por voluntários, sem recurso público ou logístico institucional, conforme declarado pelo próprio Coelho durante o percurso: "Tudo o que você está vendo aqui é voluntário. Aqui não tem ninguém com nada pago, com gasolina pago, tem nada. Aqui cada um pagou do seu próprio bolso para estar conosco"
O ato ocorreu em um contexto de intensificação da campanha eleitoral para o primeiro turno das eleições, marcado para 2 de outubro, e contou com a participação de figuras como Laís Emerick, autônoma de 37 anos do Guará, e apoio logístico de apoiadores locais, reforçando a estratégia de proximidade com a base eleitoral do Distrito Federal.
Mais de 200 veículos participaram da carreata no Núcleo Bandeirante, totalmente autofinanciados pelos voluntários, segundo organização do evento.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos Políticos
A declaração de Coelho sobre a necessidade de "reformar o Poder Judiciário como um todo" gerou reações imediatas da bancada jurídica e de setores da sociedade civil, que apontam para a ambiguidade das propostas em relação ao marco constitucional e ao papel do STF na defesa dos direitos fundamentais.
O candidato ainda defendeu a anistia de figuras como Jair Bolsonaro e Filipe Martins, além da saída do ministro Alexandre de Moraes do STF, classificando a atuação do tribunal como "a coisa mais vergonhosa que eu vi" em referência à sessão de 15/9 que analisou denúncias contra autoridades.



