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Política

Bolsonaro confirma repasses de R$ 14 mil à loteria e nega vínculo com campanha de Pix

PorBruno RibeiroVerificadoOrtografia IAPublicado Há 16 min
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Bolsonaro confirma repasses de R$ 14 mil à loteria e nega vínculo com campanha de Pix
Fatos Rápidos da Notícia
  • Ex-presidente Jair Bolsonaro negou ter usado recursos de campanha via Pix para repasses a familiares e terceiros, afirmando que os pagamentos ocorreram entre janeiro e junho, antes do início da vaquinha do Pix em meados de junho
  • O Coaf identificou repasses de R$ 56 mil a Michele Bolsonaro, R$ 77 mil à síndica Leda Maria Marques Crivelatti, R$ 12 mil ao tenente Osmar Crivelatti e R$ 14 mil à lotérica Jonatan e Felix, totalizando R$ 159 mil em transferências entre janeiro e junho
  • A CPI dos ataques de 8 de janeiro solicitou à Procuradoria-Geral da República que investigue supostas ligações entre recebimento de pedras preciosas e financiamento dos atos violentos
Resumo Editorial

Bolsonaro nega vínculo com campanha de Pix, mas o Coaf identificou R$ 159 mil em transferências suspeitas entre janeiro e junho, investigadas pela CPI dos atos de 8 de janeiro.

Em São Paulo, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou ter empregado recursos de campanha arrecadados via Pix para repasses a familiares e terceiros, apesar de o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ter identificado movimentações somando R$ 159 mil entre janeiro e junho, incluindo transferências de R$ 56 mil a Michele Bolsonaro, R$ 77 mil à síndica Leda Maria Marques Crivelatti, R$ 12 mil ao tenente O smar Crivelatti e R$ 14 mil à lotérica Jonatan e Felix.

Apuração do Coaf e Contexto da CPI dos Atos de 8 de Janeiro

A investigação do Coaf revelou que os pagamentos foram realizados entre janeiro e junho, período anterior ao início da vaquinha do Pix em meados de junho, conforme afirmou Bolsonaro em entrevista à imprensa na Prefeitura de São Paulo, onde esteve presente durante almoço com o prefeito Ricardo Nunes (MDB). As transferências incluíram valores destinados a familiares próximos, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e a pessoas ligadas ao entorno do ex-presidente, como o tenente O smar Crivelatti e a lotérica Jonatan e Felix, ambos identificados como associados ou beneficiários indiretos.

Conforme apuração realizada pela CPI dos ataques de 8 de janeiro, solicitada à Procuradoria-Geral da República, há indícios de que recebimentos de pedras preciosas teriam sido utilizados para financiar os atos violentos ocorridos em janeiro de 2023, embora Bolsonaro tenha negado qualquer vínculo direto entre esses recursos e as movimentações via Pix.

Ponto de Destaque

O total de R$ 159 mil em transferências via Pix entre janeiro e junho configura movimentação suspeita sob investigação da CPI dos ataques de 8 de Janeiro

Repercussão Jurídica e Estratégia Política em Meio ao Ano Eleitoral

O Coaf comunicou formalmente a necessidade de análise complementar ao Ministério Público Federal, enquanto a Procuradoria-Geral da República acatou o pedido da CPI dos ataques de 8 de Janeiro para investigar possíveis ligações entre recebimento de bens materiais e financiamento de atos violentos.

Bolsonaro reiterou sua inocência nas redes sociais, afirmando que os pagamentos foram destinados a despesas pessoais e apostas na Mega-Sena, mas não respondeu diretamente à solicitação da CPI sobre os recursos provenientes de pedras preciosas.

Atenção / Ponto Crítico
A Procuradoria-Geral da República tem prazo legal para decidir sobre a abertura formal de inquérito relativo às supostas ligações financeiras com o financiamento dos atos violentos.

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