O vereador Rodrigo Livramento (Novo), candidato a deputado federal por Jaraguá do Sul (SC), destacou-se como o maior investidor entre 1º e 25 de setembro na impulsionamento de anúncios na Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp) voltados à crítica à gestão de Fernando Haddad (PT), à primeira-dama Janja da Silva e à ex-presidente Dilma Rousseff (PT), aplicando entre R$ 10 mil e R$ 15 mil em campanhas negativas que correspondem a mais da metade do total gasto contra o ex-prefeito de São Paulo neste período.
Contexto Institucional e Estratégia de Campanha
A apuração realizada pela equipe editorial baseou-se em levantamento técnico que analisou integralmente todos os anúncios pagos veiculados na plataforma Meta entre os dias 1º e 25 de setembro, identificando que o investimento de Livramento – que atua como vereador catarinense – superou qualquer outro candidato a cargo eletivo no mesmo período, consolidando-se como foco principal da ofensiva política contra a gestão federal.
Antecedentes revelam que, embora Lula tenha sido alvo de ataques digitais significativos, seu perfil foi menos diretamente confrontado com conteúdo econômico detalhado; já Haddad, ao contrário, recebeu foco intenso em indicadores fiscais e tributários, com 75,9% das publicações impulsionadas abordando temas como impostos e gestão da economia, segundo dados da Datafolha obtidos por meio de cruzamento com relatório técnico da Secretaria de Comunicação Social do Tribunal Superior Eleitoral.
Mais da metade do total gasto contra Haddad nas redes sociais foi destinado por um único vereador catarinense a campanhas impulsionadas entre 1º e 25 de setembro.
Repercussão O ficiosa e Desdobramentos Políticos
A direção do Partido Novo confirmou que o investimento foi autorizado com recursos próprios do candidato, reforçando que a ação obedecia às normas da Lei de Diretrizes e Bases da Propaganda Eleitoral (Lei nº 9.504/1997), enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não abriu procedimento formal para apurar possível abuso de poder econômico ou uso indevido de verba pública.
Especialistas em comunicação política apontam que a estratégia reflete uma tendência crescente de uso de microinvestimentos direcionados em redes sociais para desgastar adversários com foco em temas econômicos, o que pode ampliar a polarização eleitoral nos últimos meses antes do primeiro turno das eleições.



