O ex-diretor do Credit Suisse Marcelo Kayath, citado como eventual indicado para o Ministério da Fazenda em governo de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que o cenário fiscal brasileiro exige medidas estruturais além da redução de gastos, defendendo a adoção de um "choque de gestão" para enfrentar ineficiências institucionais e reequilibrar as contas públicas sem penalizar os mais vulneráveis.
Diagnóstico da Crise Fiscal e Proposta de Medidas Estruturais
Em entrevista à na quarta-feira (7), o economista destacou que a mera contenção de despesas orçamentárias não resolve os desafios estruturais da máquina pública, ressaltando a necessidade de uma reforma administrativa profunda que alcance o Judiciário, Legislativo e Executivo.
Kayath ressaltou que a preservação dos programas sociais é condição sine qua non para qualquer ajuste fiscal, alertando que cortes desproporcionais afetariam especialmente as camadas mais frágeis da população, contrariando a ideia de que medidas econômicas só devem incidir sobre setores específicos do orçamento público.
O 'choque de gestão' proposto por Kayath visa combater ineficiências institucionais sem prejudicar programas sociais essenciais à proteção dos mais vulneráveis.
Repercussão Institucional e Perspectivas Econômicas
As declarações de Kayath geraram reações variadas no âmbito institucional, com setores técnicos avaliando a viabilidade da proposta de reestruturação administrativa como alternativa ao corte unilateral de gastos.
Especialistas apontam que a estabilização fiscal depende, também, da recuperação econômica, na qual a queda dos juros resultante do ajuste poderia viabilizar renegociações de dívidas e reduzir índices históricos de inadimplência no país.



