No dia 7, o Paysandu foi derrotado por 2 a 1 pelo Brusque no Estádio Mangueirão, em partida da primeira rodada do quadrangular da Série C, reafirmando a fragilidade defensiva e a ineficácia ofensiva já evidenciadas na primeira fase do campeonato. O revés, que consolidou a segunda derrota consecutiva do clube em casa na competição, colocou em xeque as promessas de renovação apresentadas pelo técnico Júnior Rocha em coletiva posterior à derrota para o Maringá.
Diagnóstico da Defesa e Contexto da Série C
A análise dos 29 gols sofridos pela defesa do Paysandu na primeira fase da Série C revela um dos principais entraves ao desempenho da equipe: o time bicolor, que já havia sido superado por 2 a 0 pelo Maringá na rodada anterior, repetiu o padrão ao permitir mais dois gols no jogo contra o Brusque, totalizando um saldo de pontos que o mantém apenas um ponto atrás do pior ataque defensivo do campeonato, pertencente ao Maringá. Esse dado, extraído de relatório técnico da Confederação Brasileira de Futebol, evidencia não apenas a fragilidade institucional do elenco, mas também a ausência de ajustes táticos efetivos por parte da comissão técnica.
Nos últimos confrontos dentro do quadrangular, a pressão por resultados tem se intensificado, especialmente com a necessidade de pontuar em casa para evitar o afastamento precoce da competição. A derrota para o Brusque não foi isolada: antes disso, o Paysandu havia perdido por 3 a 0 para o Vila Nova em casa, e ainda assim não conseguiu converter oportunidades claras de ataque, refletindo um déficit estrutural no setor ofensivo. A combinação entre falhas individuais na marcação e ausência de criatividade no ataque tem gerado uma média de 2.3 gols sofridos por partida em jogos decisivos, colocando o clube em posição vulnerável no grupo B.
O Paysandu sofreu 29 gols na Série C, apenas um atrás do Maringá, time com a pior defesa do campeonato.
Repercussão Técnica e Perspectivas Futuras
O treinador Júnior Rocha assumiu publicamente a responsabilidade pela crise defensiva ao afirmar que 'o grupo precisa se reencontrar' após a derrota para o Brusque, mas especialistas apontam que mudanças pontuais no esquema tático e na preparação física dos zagueiros são indispensáveis para conter a sangria de gols. O departamento médico do clube também sinaliza preocupação com a carga física dos atletas, já que dois jogos consecutivos em casa resultaram em desgaste muscular, agravado pela ausência de substituições estratégicas durante os confrontos.
Com apenas seis pontos somados nos três primeiros jogos do quadrangular, o Paysandu vê-se obrigado a intensificar os treinamentos sob comando de Rocha e busca alternativas no mercado da janela de transferências para reforçar a zaga e criar opções mais eficazes no ataque. A diretoria já sinaliza abertura para contratações emergenciais, priorizando perfis técnicos capazes de equilibrar equilíbrio defensivo e produtividade ofensiva.
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