Na quinta-feira (22), a ex-deputada federal Joice Hasselmann, que ocupou a liderança do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, anunciou publicamente seu apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da campanha presidencial, marcado para domingo (25), em vídeo veiculado em suas redes sociais e que define o retorno ao debate político para o dia 26.
Contexto Histórico e Motivações da Aliança Política
A declaração foi proferida após décadas de trajetória de oposição ao Partido dos Trabalhadores, período durante o qual Hasselmann participou ativamente de iniciativas parlamentares contrárias às políticas lulaístas e integrou a base de apoio ao governo de Jair Bolsonaro em 2018, antes de romper relações com o então presidente em 2019 motivada a divergências programáticas e institucionais.
A ex-parlamentar explicou que sua decisão se fundamenta na necessidade de preservar os pilares democráticos do país, considerando que as propostas de Flávio Bolsonaro (PL), adversário direto de Lula no segundo turno, representam riscos incompatíveis com a estabilidade institucional, embora tenha evitado apresentar evidências concretas para as acusações que fez contra o petista.
Joice Hasselmann afirmou que, apesar de seu histórico de enfrentamento ao PT, votará em Lula no dia 25 para preservar a democracia.
Repercussão Institucional e Diretrizes Futuras
A Justiça Federal já investiga Flávio Bolsonaro sob suspeição de envolvimento com organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme relatório técnico do Ministério Público Federal divulgado em fevereiro de 2022, embora ainda não haja sentença condenatória definitiva.
Hasselmann ressaltou que pretende manter uma oposição rigorosa ao governo Lula após a eleição, mas que sua prioridade imediata é evitar retrocessos institucionais que, segundo ela, poderiam comprometer a própria democracia que defende há anos.



