Na madrugada de 1º de junho, um jovem de 21 anos foi encontrado morto dentro da banheira de um estabelecimento hoteleiro localizado na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, região oeste de São Paulo, após o companheiro, de 39 anos, acionar o resgate e relatar à Polícia Militar que retornou ao quarto após breves intervalos e constatou a vítima boiando no líquido.
Contexto Institucional e Apuração do Caso
A Polícia Militar de São Paulo, por meio do 7º Distrito Policial (Lapa), registrou formalmente o fato como morte suspeita e acionou a perícia técnica da Secretaria de Segurança Pública (SSP), que enviou equipes para coletar evidências e laudo preliminar no local. O Samu esteve presente no momento da descoberta, realizando procedimentos de reanimação, embora a morte tenha sido constatada ainda no local, sem sinais de luta corporal ou violência física aparente.
O investigador responsável, tenente-coronel André Silva, informou que os celulares das testemunhas e do autor do chamado foram apreendidos para análise forense, com o objetivo de esclarecer os últimos momentos vividos pela vítima antes do óbito. O caso segue sob sigilo investigativo, com prioridade para entrevistas com familiares e exame toxicológico que pode indicar causas sanitárias subjacentes.
O corpo do jovem foi localizado flutuando na banheira do quarto 304 do motel no momento da ocorrência.
Repercussão e Desdobramentos Jurídicos
A SSP confirmou que o inquérito policial está em andamento e que as autoridades competentes avaliarão a possibilidade de criminalização do estabelecimento caso sejam constatadas falhas operacionais ou descumprimento de normas de segurança. O Ministério Público do Estado já requisitou acesso ao laudo pericial completo para avaliar eventuais negligências.
Especialistas em direito penal apontam que a morte poderá ser enquadrada como homicídio culposo ou até mesmo homicídio doloso, dependendo dos resultados da perícia toxicológica e das oitivas complementares. O caso será encaminhado ao Juizado Especial Criminal da Capital, com previsão de abertura de audiência em até 90 dias.



