Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro de café com vencimento em dezembro registrou queda de 2,02% na última sessão, encerrando a semana a US$ 3,22 por libra-peso, enquanto o cacau fechou em 0,49% de redução e o açúcar subiu 0,51% na expectativa de déficit global.
Contexto Agrícola e Movimentação Mercantil da Colheita
A Bolsa de Nova York registrou forte correção nos contratos futuros de commodities agrícolas na semana encerrada em 21 de setembro, com o café robusta liderando a queda de 2,02%, atingindo seu menor patamar em sete dias devido às projeções de aceleração da colheita sob condições climáticas mais secas no Brasil. A Cooxupé confirmou que 81,1% da safra já havia sido colhida até 14 de agosto, um avanço de sete pontos percentuais frente à semana anterior, embora ainda abaixo dos 86,1% observados no mesmo período do ano anterior, sinalizando uma logística de colheita mais ágil porém com perspectiva de esgotamento das estoques.
Antecedentes indicam que o mercado tem acompanhado com atenção os impactos climáticos na região canônica, onde a seca prolongada favorece a velocidade da desfolha e da maturação do café, reduzindo o tempo entre a floração e a colheita. Esse quadro contrasta com as expectativas iniciais de atraso nas lavouras, impulsionado por chuvas acima da média no início do ciclo agrícola. A combinação entre eficiência operacional das cooperativas e condições climáticas adversas tem pressionado os preços para baixo, mesmo com a demanda global por café permanecendo resiliente.
O café encerrou a sessão cotado a US$ 3,22 por libra-peso, registrando a maior queda semanal em sete dias desde início do mês.



