O candidato Augusto Cury (Avante) registrou, entre julho e agosto, crescimento de 6,2 pontos percentuais nas intenções de voto da pesquisa Atlas Intel, ultrapassando 7,8% e assumindo a terceira colocação no cenário eleitoral, praticamente empatado com Renan Santos (Missão), que mantém 7,6%. Este movimento marca o mais significativo ganho percentual observado em uma edição da pesquisa até então.
Contexto Institucional e Dinâmica da Pesquisa Eleitoral
A análise da Atlas Intel revela que Cury, antes posicionado em sétimo lugar com apenas 1,6% das intenções de voto no levantamento de julho, beneficiou-se de uma campanha digital altamente eficaz no Instagram, onde conquistou 2,1 milhões de seguidores em apenas três dias na semana anterior ao levantamento, fenômeno inexplicável pelas redes concorrentes como X e YouTube.
Essa ascensão ocorreu num cenário de estagnação relativa entre os principais candidatos tradicionais: Flávio Bolsonaro (PL) caiu para 33,7%, Lula (PT) para 43,4% — ambos com perdas significativas —, enquanto Zema (Novo) e Samara Martins (UP) recuaram para 1% e 0,9%, respectivamente, indicando que Cury captou eleitores indecisos e menos convencidos em segmentos estratégicos.
Cury avançou 6,2 pontos percentuais em um mês e agora registra 7,8% nas intenções de voto, ultrapassando candidatos historicamente mais consolidados.
Repercussão Política e Estratégias de Campanha
A campanha de Cury evidenciou uma estratégia focada em redes digitais emergentes e engajamento girouso entre eleitores jovens, especialmente na faixa etária de 25 a 34 anos — onde atinge 19,8% das intenções de voto — e entre homens com ensino médio e renda até R$ 2 mil, grupos que demonstraram maior receptividade ao modelo de comunicação utilizado.
Especialistas apontam que o crescimento não se deve a fatores estruturais nacionalmente dominantes, mas sim a uma combinação de visibilidade digital intensa e ausência de concorrência efetiva nas plataformas onde Cury investiu exclusivamente.



