Mais de 200 mil pessoas foram forçadas a deixar suas residências no Iêmen após a intensificação da violência entre os Houthis e as forças governamentais apoiadas pela Arábia Saudita, segundo a O rganização Internacional para as Migrações (O IM), em 7 de outubro, com 201.217 deslocados desde o início dos confrontos e 197.755 fugindo de seus lares desde 1º de setembro, o que representa cerca de 33 mil famílias, conforme os dados da agência da O NU.
Contexto Humanitário e Evolução do Deslocamento Interno
O s números divulgados pela O IM revelam que o deslocamento interno no Iêmen atingiu níveis críticos nos últimos meses, com a província de Taiz registrando o maior impacto, onde cerca de 114 mil pessoas abandonaram seus domicílios nos últimos dias devido ao avanço dos Houthis, que consolidam o controle sobre rotas estratégicas para o Mar Vermelho e ao Golfo de Aden.
A escalada da guerra civil, que completa 14 anos em 2026, tem como principais atores o movimento dos Houthis – grupo político-religioso xiita que controla amplas áreas do norte do país desde 2014 – e as forças governamentais reconhecidas internacionalmente, auxiliadas pela coalizão militar saudita, cujos ataques aéreos têm como alvo instalações estratégicas e civis em zonas populosas.
Cerca de 114 mil pessoas abandonaram suas casas em Taiz nos últimos dias, em meio à ofensiva dos Houthis sobre rotas vitais para o comércio marítimo internacional.
Repercussão Internacional e Desafios Humanitários
A diretora-geral da O IM, Amy Pope, alertou que as condições humanitárias estão se agravando, com falta urgente de abrigo, alimentação e segurança para os deslocados, apesar da atuação das equipes da agência no terreno.
Especialistas apontam que a suspensão do cessar-fogo mediado pela O NU em julho de 2026 – após rompimento da trégua entre Houthis e Arábia Saudita – intensificou os combates na costa oeste e ampliou a crise humanitária, exigindo respostas imediatas da comunidade global.



