A Uefa formalizou, por meio de correspondência enviada ao secretário-geral da Fifa, Mattias Grafström, um conjunto de 42 perguntas referentes à gestão de Gianni Infantino, com prazo estipulado para resposta até 2 de novembro, cobrindo desde o projeto Fifa Forward Enterprise (FFE) até o Prêmio da Paz da entidade, conforme revelado por veículos britânicos em 19 de outubro.
Contexto Institucional e Estrutura de Governança da Confrontação
A Uefa, órgão que comanda o futebol europeu, notificou formalmente a Fifa com base em seu regimento interno, exigindo esclarecimentos detalhados sobre decisões tomadas durante a administração de Gianni Infantino, cujo mandato será submetido à reeleição em março de 2027; o protocolo, assinado pelo secretário-geral da entidade europeia, Theodore Theodoridis, inclui questionamentos sobre a viabilidade do projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), que previa a criação de uma empresa para administrar interesses comerciais das competições da Fifa com participação minoritária de investidores privados, iniciativa abandonada após pressões internas e externas.
As 42 perguntas, distribuídas em 12 temas específicos, foram enviadas em caráter urgente, com a entidade europeia reiterando que o escrutínio das decisões já implementadas não pode ser postergado nem justificado por reformas futuras do Conselho da Fifa, conforme afirmou Theodoridis em comunicado oficial.
A Uefa cobra respostas até 2 de novembro sobre 42 perguntas referentes à gestão de Gianni Infantino e ao projeto Fifa Forward Enterprise.
Repercussão O ficial e Cenário de Conflito Institucional
Um porta-voz da Fifa declarou que as reuniões do Conselho e os documentos vinculados são de natureza confidencial por força do regulamento de governança da entidade, reforçando que não há intenção de violar essa sigilo ao comentar comunicações internas ou participar de discussões com terceiros que comprometam a privacidade dos processos decisórios.
Com o prazo para registro de candidaturas à presidência da Fifa encerrando em 18 de novembro deste ano, a tensão entre a Uefa e a Fifa se acirra em um momento marcado por críticas à condução da entidade máxima do futebol mundial e à transparência nas decisões estratégicas.



