O PL corre o risco de perder relevância na divisão das comissões permanentes da Câmara dos Deputados se não fizer parte do blocão articulado pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), que busca garantir sua reeleição ao comando da Casa em 2027. Apesar de ter conquistado 121 cadeiras nas eleições de 2026 e ser a maior bancada individual, o partido pode sair em desvantagem na disputa pelos colegiados.
A distribuição das presidências das comissões considera o tamanho dos partidos e dos blocos parlamentares. Legendas que se unem em alianças somam suas bancadas, aumentando o peso político na negociação e garantindo preferência na escolha dos espaços. Entre as comissões estão a Constituição e Justiça (CCJ), Saúde, Educação, Finanças e Tributação e Segurança Pública.
A federação composta por PT, PCdoB e PV, segunda maior bancada com 88 cadeiras, ameaçou deixar o bloco caso PL e Novo sejam incluídos. Motta informou que as siglas serão consultadas antes de qualquer decisão sobre a entrada de novos partidos na articulação.
O blocão reúne legendas como Republicanos, MDB, PSD, União Brasil, PP e Podemos, podendo ultrapassar 360 deputados. Caso o PL permaneça fora, terá de disputar os espaços sem o apoio de uma aliança mais ampla, podendo cair para o fim da ordem de preferência na escolha das presidências.



