Uma professora de 37 anos, diagnosticada com câncer invasivo de alto grau em 28 de julho, aguarda desde 1º de setembro por uma consulta com oncologista na rede pública do Distrito Federal. Mesmo com o pedido classificado como prioridade 1, ela relata que o tumor rompeu e que encontra dificuldades para obter atendimento em prontos-socorros, sendo orientada a aguardar a regulação e fazer curativos em casa. Ela já acionou o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Defensoria Pública do DF (DPDF) para garantir o atendimento.
A publicitária Manuella Abrantes de Oliveira, de 40 anos, enfrenta um cenário semelhante após confirmar diagnóstico de câncer de mama triplo negativo, grau 3, em 2 de outubro. Embora tenha conseguido consulta com mastologista em 27 de outubro e pago exames particulares para acelerar o processo, ela foi informada que o médico estava de férias e que outro profissional não poderia realizar o encaminhamento para a oncologia, adiando novamente o início do tratamento.

