Na sexta-feira (25), o Conselho Superior do Ministério Público Federal realiza sessão extraordinária para analisar a possibilidade de abertura de investigação contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em razão de condutas no caso Master, com foco em eventuais infrações disciplinares que possam culminar em processo formal no STF.
Contexto Institucional e Análise Preliminar da Sessão
A reunião do colegiado, composto por dez conselheiros, terá como pauta principal a apreciação de elementos que possam justificar ou afastar a abertura de investigação contra a atuação de Gonet na condução do inquérito sobre o Banco Master, fato que já gerou intenso debate entre os membros do Poder Judiciário e do Ministério Público Federal.
Fontes próximas ao PGR indicam que a sessão visa, sobretudo, consolidar a tese de inexistência de infração legal por Gonet, além de responder às críticas do ministro Alexandre de Moraes ao STF, que conduziu o caso e acabou desgastando a imagem institucional do órgão.
O Conselho Superior do MPF tem 10 membros, mas Gonet não poderá votar na deliberação sobre sua própria conduta.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Processuais
A decisão de abrir ou não investigação contra Gonet ficará a cargo do plenário do STF, enquanto eventual ação disciplinar dependerá da aprovação da maioria absoluta do Senado em votação secreta para destituição.
Nicolao Dino, vice-presidente do Conselho e irmão de Flávio Dino, presidirá a sessão com imparcialidade aparente, apesar das especulações sobre suas ambições internas no PGR e da proximidade política com Moraes.



