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Polícia

Lançamento no Museu Judiciário revela análise crítica das políticas de proteção a vítimas de violência sexual

PorO AntagônicoVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 22:04
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Lançamento no Museu Judiciário revela análise crítica das políticas de proteção a vítimas de violência sexual
Fatos Rápidos da Notícia
  • Juíza Mônica Maciel Soares Fonseca, titular da 1ª Vara de Crimes contra a Dignidade Sexual de Crianças e Adolescentes de Belém, lançou na sexta-feira (2) o livro “Rememorando Traumas” no Museu Judiciário Estadual, no bairro de Nazaré, em Belém
  • A obra possui 216 páginas, inclui prefácio da doutora Luciana Temer, presidente do Instituto Liberta, e reúne pesquisa de doutorado desenvolvida pela magistrada junto ao PPGD/UFPA
  • O lançamento reuniu desembargadores como José Roberto Pinheiro Maia Bezerra Júnior, corregedor-geral de Justiça no biênio 2023-2025, juízes do TJPA, servidores do Judiciário e familiares da autora
Resumo Editorial

A obra sistematiza duas décadas de pesquisa sobre desafios institucionais na escuta protegida de vítimas infantis de violência sexual, propondo atualização de protocolos investigativos.

Na sexta-feira (2), o Museu Judiciário Estadual, no bairro de Nazaré, em Belém, acolheu o lançamento do livro "Rememorando Traumas", da magistrada Mônica Maciel Soares Fonseca, titular da 1ª Vara de Crimes contra a Dignidade Sexual de Crianças e Adolescentes do estado do Pará, evento que reuniu desembargadores, juízes, servidores do Judiciário e familiares em celebração à obra que sistematiza duas décadas de pesquisa acadêmica e atuação judicial na proteção à infância.

Contexto Institucional e Histórico da Pesquisa Judicial

O lançamento do livro, publicado pela Lumen Juris Editora, ocorreu após quatro anos de intensiva investigação desenvolvida pela magistrada em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Pará (PPGD/UFPA), sob orientação da professora Luanna Tomaz, resultando em uma análise rigorosa das dimensões institucionais e operacionais das políticas públicas de proteção à criança e ao adolescente vítima de violência sexual.

A pesquisa, que originou-se da observação prática cotidiana na tutela de casos complexos na 1ª Vara criminalística da magistrada, percorre a evolução legislativa e doutrinária desde o Estatuto da Criança e do Adolescente até as resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que disciplinam a escuta protegida, destacando os desafios estruturais para a efetivação da escuta como prova válida no processo penal.

Ponto de Destaque

"A rememoração de traumas gera danos secundários que comprometem a própria busca pela justiça nas crianças e adolescentes vítimas de violência sexual"

Repercussão Jurídica e Impacto Acadêmico da O bra

A presença de autoridades como o desembargador José Roberto Pinheiro Maia Bezerra Júnior, corregedor-geral de Justiça no biênio 2023-2025, reforçou o reconhecimento institucional à relevância da contribuição acadêmica para a aprimoração das práticas judiciais na proteção integral da infância.

A obra, ao propor um debate crítico sobre os obstáculos à efetivação da escuta protegida em contextos intrafamiliares — especialmente quando o agressor é figura paterna ou figura de autoridade com dever de proteção — oferece subsídios técnicos para a atualização dos protocolos investigativos e para o fortalecimento dos mecanismos de escuta em todo o território nacional.

Atenção / Ponto Crítico
"O descumprimento das normas da Lei da Escuta Protegida pode acarretar nulidade processual e responsabilização administrativa aos agentes que negligenciam a escuta adequada\)

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