O ouro para dezembro fechou em queda de 3,3% na Comex, divisão de metais da Nymex, cotado a US$ 3.898,9 por onça-troy. Na semana, o metal acumulou perda de 2,71%, enquanto a prata recuou 5,9% no dia e 2,90% nos sete dias. Em outubro, as quedas foram de 6,9% para o ouro e 13,51% para a prata.
O ouro caiu abaixo de US$ 4 mil a onça, registrando o valor mais baixo desde setembro de 2025. Segundo a Capital Economics, o movimento reflete perspectivas de um Federal Reserve mais hawkish e apreensão em relação à inteligência artificial. A empresa prevê que os preços podem recuar para a faixa de US$ 3.600 até o fim do próximo ano, com o estouro da bolha do mercado de ações de IA prestes a assustar ainda mais os investidores em ouro.
O setor tecnológico acumula perdas após resultados trimestrais decepcionantes na semana, como os da Alphabet e Intel. O Saxo avalia que essa onda de vendas no setor aumenta o risco de liquidação também no mercado de metais preciosos, à medida que investidores podem se desfazer de posições para cobrir perdas e levantar recursos.
As preocupações com a inflação elevada seguem no radar. Os preços do petróleo voltaram a avançar diante de novos bombardeios no Oriente Médio, enquanto as negociações diplomáticas seguem nos bastidores. A alta amplia as expectativas de inflação persistente e as apostas em uma política monetária mais restritiva, vetores que continuam a pesar sobre o ouro, conforme a DHF Capital.
