Na madrugada de 7 de agosto, após o término de uma relação marcada por reconciliações e rupturas, Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, foi morta a golpes por seu namorado em Sangão, Santa Catarina, e seu corpo permaneceu oculto dentro da residência do acusado por três dias até ser descoberto na manhã de 10 de agosto.
Contexto Institucional e Investigação Criminal
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) formalizou a denúncia contra o suspeito na última segunda-feira (24/8), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Jaguaruna, após investigações conduzidas pela Polícia Civil que apuraram o feminicídio qualificado e a ocultação de cadáver, crimes imputados ao homem que responde pelo homicídio da estudante de biologia.
Segundo os laudos periciais, a vítima foi submetida a um golpe conhecido como 'mata-leão' por trás do pescoço, técnica que causou asfixia, enquanto tentativas de defesa deixaram lesões compatíveis com resistência; o corpo, enrolado em cobertores, ficou trancado no quarto da residência por três dias até ser localizado após familiares registrarem o desaparecimento e motivar buscas policiais.
O feminicídio vitimou Joviana Evelyn Iankovski, cuja morte gerou indenização mínima de R$ 100 mil à família solicitada pelo MPSC.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Processuais
A denúncia pede expressamente que o caso seja encaminhado ao Tribunal do Júri, conforme previsto no ordenamento jurídico brasileiro para crimes com pena mínima superior a seis anos, enquanto o Ministério Público sustenta que o crime reflete violência estrutural contra a mulher e motivação baseada em desrespeito à condição feminina.
Com a prisão preventiva já decretada, o acusado aguarda a apreciação da denúncia pela Justiça, com expectativa de julgamento nos próximos meses que deve reafirmar os limites da impunidade diante de casos semelhantes em âmbito regional.



