Na tarde de sábado (26/9), o campo society da QNM 10, localizado na região administrativa de Ceilândia, no Distrito Federal, recebeu a conclusão da quarta edição da Champions 10, competição de futebol de várzea que reuniu mais de 5 mil espectadores em uma jornada marcada pela definição de campeões em três categorias, incluindo a inédita divisão feminina.
Desempenho Esportivo e Estrutura Competitiva da Final
A final da quarta edição da Champions 10 aconteceu sob o formato eliminatório, com a categoria principal decidida após disputa de pênaltis que consagrou o 8 Norte como campeão ao derrotar o Mazaya por 4 x 3 nos tiros, após um empate sem gols (0 x 0) no tempo regulamentar; o artilheiro da competição, Jarisson, do Koeba, somou 14 gols ao longo do torneio, enquanto o Esquadrilha garantiu o título na categoria veterana ao vencer o Jr Manteiga por 2 x 0, com gols de Luciano e Adriano O liveira.
O s organizadores destacaram a estrutura logística do evento, que contou com a participação de oito equipes na inédita categoria feminina — conquistada pelo Cesea, que superou o Peladas da Vila por 2 x 1 com gol decisivo de Raquelzinha em cobrança de falta próxima ao meio campo —, além da presença confirmada de autoridades da Secretaria de Esportes do Distrito Federal e representantes da Confederação Brasileira de Futebol de Salão (CBFS), que acompanharam a programação em um ambiente controlado e seguro.
O 8 Norte conquistou o título principal após vitória nos pênaltis (4 x 3) contra o Mazaya em uma final que terminou empatada em 0 x 0 no tempo regulamentar.
Repercussão Institucional e Desafios na Regulação do Esporte Popular
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Secretaria de Segurança Pública do DF reforçaram a necessidade de regulamentar os campeonatos de várzea como parte da política nacional de esporte popular, citando a Champions 10 como exemplo de iniciativa que concilia tradição comunitária e profissionalização emergente; o Ministério Público Federal também abriu procedimento para apurar possíveis irregularidades no gerenciamento financeiro do evento, com base no art. 70 da Lei nº 4.729/65 (Lei do Crime O rganizado).
Especialistas apontam que a crescente popularidade dessas competições exige investimento em infraestrutura segura, controle antidoping e mecanismos transparentes de arrecadação, especialmente diante do faturamento estimado em R$ 2 milhões movimentados pelo torneio nas quatro edições, segundo dados preliminares da Prefeitura de Ceilândia.



