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Arqueólogos acham impressões digitais de 2,2 mil anos no Exército Terracota

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 54 min
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Arqueólogos acham impressões digitais de 2,2 mil anos no Exército Terracota
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  • Arqueólogos encontram impressões digitais de 2,2 mil anos deixadas em dezenas de estátuas do Exército de Terracota, na China. As obras, consideradas Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1987 e feitas de argila, foram criadas para homenagear e proteger o primeiro imperador chinês, Qin Shi Huang, na vida após a morte.Para os pesquisadores, as marcas encontradas pertencem aos construtores das esculturas. Até agora, a criação do conjunto era relacionada apenas a homens, mas o novo achado, publicado no Journal of Cultural Heritage em 18 de outubro, mostra o trabalho de mulheres e crianças provavelmente escravizadas. Leia também CiênciaEstátua de Ramsés II com coroa dupla é achada por acaso no Egito CiênciaGigante: fóssil de cobra com 15 metros de comprimento é descoberto na Índia CiênciaFóssil de 150 milhões de anos descoberto na China revela ave que não voava CiênciaFóssil de 168 milhões de anos ajuda a descobrir origens da amamentação Identificação das impressões digitais e desafios na análiseO novo estudo encontrou 79 impressões digitais nas peças, sendo 45% pertencentes a homens, 33% a mulheres e 22% a jovens e crianças menores de 15 anos — idade em que, de acordo com a legislação da dinastia Qin, a pessoa já era considerada adulta.Identificar esses vestígios não foi um trabalho fácil para os arqueólogos, pois a maioria das elevações das pontas dos dedos de jovens, homens e mulheres é bastante semelhante.Além disso, a argila encolhe durante a queima, processo que dificultou ainda mais os trabalhos da equipe. Outro ponto observado é que uma mesma pessoa pode ter deixado diversas marcas, indicando que o cálculo refere-se ao número total de impressões digitais, e não de indivíduos.Apesar de não ser possível afirmar com exatidão que um terço dos trabalhadores envolvidos na construção das esculturas eram mulheres, os resultados do estudo apontam que a dinastia Qin mantinha oficinas compostas por indivíduos de ambos os sexos e por jovens que atuavam possivelmente como aprendizes.Essa teoria se reforça pelo fato de que jovens e crianças foram os que deixaram mais marcas, levando em consideração que construtores mais experientes alisariam melhor as peças e não deixariam tantas impressões.Acredita-se que o Exército de Terracota foi construído sob um sistema rígido e hierárquico, erguido à custa do sofrimento de pessoas comuns.Descoberta das estátuasO sítio arqueológico foi descoberto em 1970 por agricultores da província chinesa de Shaanxi. Durante as últimas cinco décadas, arqueólogos revelaram mais de 8 mil estátuas em tamanho real.O Exército de Terracota conta com peças que representam soldados, cavalos de guerra, acrobatas, autoridades de alto escalão e outros animais. Cada figura possui traços faciais e expressões próprias.
Resumo Editorial

Arqueólogos encontram impressões digitais de 2,2 mil anos deixadas em dezenas de estátuas do Exército de Terracota, na China. As obras, consideradas Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1987 e feitas de argila, foram criadas para homenagear e proteger o primeiro imperador chinês, Qin Shi Huang, na vida após a morte.Para os pesquisadores, as marcas encontradas pertencem aos construtores das esculturas. Até agora, a criação do conjunto era relacionada apenas a homens, mas o novo achado, publicado no Journal of Cultural Heritage em 18 de outubro, mostra o trabalho de mulheres e crianças provavelmente escravizadas. Leia também CiênciaEstátua de Ramsés II com coroa dupla é achada por acaso no Egito CiênciaGigante: fóssil de cobra com 15 metros de comprimento é descoberto na Índia CiênciaFóssil de 150 milhões de anos descoberto na China revela ave que não voava CiênciaFóssil de 168 milhões de anos ajuda a descobrir origens da amamentação Identificação das impressões digitais e desafios na análiseO novo estudo encontrou 79 impressões digitais nas peças, sendo 45% pertencentes a homens, 33% a mulheres e 22% a jovens e crianças menores de 15 anos — idade em que, de acordo com a legislação da dinastia Qin, a pessoa já era considerada adulta.Identificar esses vestígios não foi um trabalho fácil para os arqueólogos, pois a maioria das elevações das pontas dos dedos de jovens, homens e mulheres é bastante semelhante.Além disso, a argila encolhe durante a queima, processo que dificultou ainda mais os trabalhos da equipe. Outro ponto observado é que uma mesma pessoa pode ter deixado diversas marcas, indicando que o cálculo refere-se ao número total de impressões digitais, e não de indivíduos.Apesar de não ser possível afirmar com exatidão que um terço dos trabalhadores envolvidos na construção das esculturas eram mulheres, os resultados do estudo apontam que a dinastia Qin mantinha oficinas compostas por indivíduos de ambos os sexos e por jovens que atuavam possivelmente como aprendizes.Essa teoria se reforça pelo fato de que jovens e crianças foram os que deixaram mais marcas, levando em consideração que construtores mais experientes alisariam melhor as peças e não deixariam tantas impressões.Acredita-se que o Exército de Terracota foi construído sob um sistema rígido e hierárquico, erguido à custa do sofrimento de pessoas comuns.Descoberta das estátuasO sítio arqueológico foi descoberto em 1970 por agricultores da província chinesa de Shaanxi. Durante as últimas cinco décadas, arqueólogos revelaram mais de 8 mil estátuas em tamanho real.O Exército de Terracota conta com peças que representam soldados, cavalos de guerra, acrobatas, autoridades de alto escalão e outros animais. Cada figura possui traços faciais e expressões próprias.

Arqueólogos encontram impressões digitais de 2,2 mil anos deixadas em dezenas de estátuas do Exército de Terracota, na China. As obras, consideradas Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1987 e feitas de argila, foram criadas para homenagear e proteger o primeiro imperador chinês, Qin Shi Huang, na vida após a morte.Para os pesquisadores, as marcas encontradas pertencem aos construtores das esculturas. Até agora, a criação do conjunto era relacionada apenas a homens, mas o novo achado, publicado no Journal of Cultural Heritage em 18 de outubro, mostra o trabalho de mulheres e crianças provavelmente escravizadas. Leia também CiênciaEstátua de Ramsés II com coroa dupla é achada por acaso no Egito CiênciaGigante: fóssil de cobra com 15 metros de comprimento é descoberto na Índia CiênciaFóssil de 150 milhões de anos descoberto na China revela ave que não voava CiênciaFóssil de 168 milhões de anos ajuda a descobrir origens da amamentação Identificação das impressões digitais e desafios na análiseO novo estudo encontrou 79 impressões digitais nas peças, sendo 45% pertencentes a homens, 33% a mulheres e 22% a jovens e crianças menores de 15 anos — idade em que, de acordo com a legislação da dinastia Qin, a pessoa já era considerada adulta.Identificar esses vestígios não foi um trabalho fácil para os arqueólogos, pois a maioria das elevações das pontas dos dedos de jovens, homens e mulheres é bastante semelhante.Além disso, a argila encolhe durante a queima, processo que dificultou ainda mais os trabalhos da equipe. Outro ponto observado é que uma mesma pessoa pode ter deixado diversas marcas, indicando que o cálculo refere-se ao número total de impressões digitais, e não de indivíduos.Apesar de não ser possível afirmar com exatidão que um terço dos trabalhadores envolvidos na construção das esculturas eram mulheres, os resultados do estudo apontam que a dinastia Qin mantinha oficinas compostas por indivíduos de ambos os sexos e por jovens que atuavam possivelmente como aprendizes.Essa teoria se reforça pelo fato de que jovens e crianças foram os que deixaram mais marcas, levando em consideração que construtores mais experientes alisariam melhor as peças e não deixariam tantas impressões.Acredita-se que o Exército de Terracota foi construído sob um sistema rígido e hierárquico, erguido à custa do sofrimento de pessoas comuns.Descoberta das estátuasO sítio arqueológico foi descoberto em 1970 por agricultores da província chinesa de Shaanxi. Durante as últimas cinco décadas, arqueólogos revelaram mais de 8 mil estátuas em tamanho real.O Exército de Terracota conta com peças que representam soldados, cavalos de guerra, acrobatas, autoridades de alto escalão e outros animais. Cada figura possui traços faciais e expressões próprias.

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