O banqueiro Daniel Vorcaro registrou despesas mensais de até R$ 84,6 milhões em 2025, conforme relatório da Polícia Federal publicado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal, na quinta-feira (11/9).
Contexto Institucional e Apuração da Investigação
A Polícia Federal compilou planilhas de despesas gerais obtidas em diálogos entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, revelando um gasto médio de cerca de R$ 6,5 milhões por mês, com destaque para repasses financeiros a Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, ex-integrante de milícia vinculada ao banqueiro.
As evidências foram obtidas após a retirada do sigilo da investigação do caso Master, determinada pelo ministro Edson Fachin e formalizada por Mendonça, que entregou um HD contendo os dados à presidência do STF e aos demais magistrados na noite de 10 de setembro.
As despesas mensais de Daniel Vorcaro atingiram R$ 84,6 milhões em 2025, incluindo pagamentos de R$ 1 milhão ao Sicário e gastos com galeria de arte de R$ 7,3 milhões.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos do Caso
A decisão de André Mendonça de revelar os documentos desencadeou questionamentos da O AB, que solicita a exclusão do ministro do processo por suposto conflito de interesses, enquanto o presidente da Corte, Edson Fachin, defendeu a transparência como garantia constitucional.
Especialistas apontam que o vazamento pode intensificar a crise institucional no STF após o julgamento sobre a relação entre Alexandre Moraes e Vorcaro, com possíveis impactos no andamento das investigações pós-eleição.


