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Pará

Aliados de Daniel Santos discutem retomada do debate sobre divisão do Pará na transição de governo

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 15:59
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Aliados de Daniel Santos discutem retomada do debate sobre divisão do Pará na transição de governo
Fatos Rápidos da Notícia
  • Lideranças regionais discutem colocar a divisão do Pará na agenda da transição de Daniel Santos
  • Não há declaração pública do futuro governador defendendo novo plebiscito ou criação de estados
  • Vice-governadora eleita confirma previsão de gabinete descentralizado em Santarém
Resumo Editorial

Lideranças regionais que apoiaram a eleição de Daniel Santos avaliam colocar a criação dos estados de Tapajós e Carajás na agenda da nova administração, enquanto a vice-governadora eleita prevê instalação de gabinetes descentralizados no interior.

A possibilidade de reabrir o debate sobre a divisão do Pará circula nos bastidores da transição para o governo de Daniel Santos, do Podemos. Segundo relatos, lideranças do Oeste, sul e sudeste paraense, incluindo regiões ligadas às propostas de Carajás e Tapajós, buscam ampliar a influência territorial na próxima administração. O movimento ainda é embrionário e não representa uma decisão do futuro governador.

Não há declaração pública de Daniel Santos defendendo um novo plebiscito ou a criação dos estados. A expectativa das lideranças é que o apoio recebido nas urnas se traduza em maior participação nas decisões estaduais, embora ainda não haja uma articulação formal para transformar essa demanda em proposta concreta.

A descentralização administrativa aparece como fato público vinculado às conversas. A vice-governadora eleita, Ellayne D’Almeida, confirmou à imprensa a previsão de instalar uma unidade de seu gabinete em Santarém, com possibilidade de expansão para outras cidades. A proposta visa aproximar a administração do interior sem alterar os limites territoriais do estado.

Entre os aliados do futuro governo, João Salame presidiu a frente favorável à criação do Estado de Carajás no plebiscito de 2011, e o senador Zequinha Marinho também atuou em defesa da consulta sobre a divisão. No Oeste, a Câmara Municipal de Santarém registrou manifestação recente de um vereador em defesa do Estado do Tapajós.

Uma eventual adesão de Daniel Santos daria peso político ao tema, mas não autorizaria o governo estadual a promover a divisão. A legislação federal exige aprovação da população diretamente interessada por meio de plebiscito e do Congresso Nacional por lei complementar, abrangendo tanto o território que pretende se separar quanto a área que permaneceria no Pará.

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