No Cairo, o Tribunal Criminal de Primeira Instância condenou Sarah Khalifa, 39 anos, à morte por enforcamento por sua participação na fabricação e no tráfico internacional de drogas sintéticas, com a sentença formalmente ratificada após parecer favorável emitido pelo Grande Mufti do Egito, Nazir Mohammed Ayyad, em 5 de setembro; o caso envolve ainda 11 coacusados e resulta da apreensão de mais de 750 kg de substâncias entorpecentes em dois laboratórios clandestinos localizados em apartamentos residenciais.
Contexto Investigativo e Apuração Judicial
A investigação que culminou na condenação da apresentadora egípcia seguiu rigoroso protocolo forense e operacional, coordenado pelas autoridades antidrogas e pelo Ministério Público do Cairo, com base em provas documentais, registros audiovisuais e oitenta depoimentos colhidos entre setembro de 2024 e março de 2025; os laudos periciais confirmaram a origem química das amostras apreendidas, que continham misturas sintéticas semelhantes ao metanfetamina e ao ketamina, enquanto as conversas interceptadas revelaram coordenação logística entre os acusados para rotas de distribuição transnacionais.
O s laboratórios clandestinos foram descobertos em inspeções surpresa realizadas em fevereiro de 2025, após denúncia anônima que indicava movimentação suspeita de produtos químicos agrícolas em escala incompatível com atividades legítimas; os endereços estavam equipados com equipamentos especializados para síntese química, balanças de precisão e sistemas de ventilação adaptados ao processo, configurando uma estrutura organizada de produção e logística para o tráfico internacional.



