Acusações de Compra de Ministros do STF
O candidato à Presidência Hertz Diaz (PSTU) acusou, em entrevista ao, o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, de ter "comprado praticamente 60%" dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), sem citar nomes específicos. Ele afirmou que o caso Master colocou todas as instituições brasileiras de joelho, citando manipulações em investigações e defendendo a criação de tribunais populares organizados pela "classe trabalhadora". O candidato ressaltou que um órgão composto por trabalhadores seria infinitamente menos corrupto que as instituições atuais, reconhecendo que a manipulação ainda poderia ocorrer, mas defendendo que a possibilidade seria menor em comparação com o serviço dos bancos.
Defesa da Justiça Popular e Controle Social
Hertz Dias sustentou que os tribunais populares e as eleições para delegados, embora suscetíveis a vieses, permitiriam maior fiscalização da classe trabalhadora sobre o Judiciário. Ao, ele declarou: "A única classe que tem condições de fazer um julgamento sobre tudo isso é a classe trabalhadora. Podemos confiar piamente que as organizações populares podem fazer." Ele reconheceu a contradição humana, mas argumentou que a corrupção nas estruturas controladas pela população seria "infinitamente menor" do que nas instituições vinculadas a interesses financeiros.
Crítica à Dívida Pública e Propostas Econômicas
O candidato defendeu ainda a realização de uma auditoria completa da dívida pública, que atinge cerca de 80% do PIB, propondo sua suspensão imediata e a redirecionamento dos recursos para serviços públicos de qualidade. "Qualquer candidato que fala em melhorar serviços públicos sem suspender o pagamento da dívida está mentindo", afirmou, destacando a necessidade de priorizar educação, saúde e infraestrutura com os recursos liberados.
Posicionamento no Contexto Político
Em meio ao Caso Master, que envolve alegações de corrupção e influência sobre ministros do STF, Hertz Dias reforçou sua crítica ao sistema atual, enquanto figuras como Gilmar e Fachin debatiam decisões judiciais relacionadas ao banqueiro mequetrefe. Ele também abordou temas como flexibilização da jornada de trabalho, segurança pública e revogação de mandatos por decisão popular, consolidando uma agenda voltada para a reforma institucional e o fortalecimento do controle social sobre os poderes públicos.



