No primeiro trimestre de 2024, o Brasil registrou seu maior índice de feminicídios desde o início da série histórica, com uma média de uma mulher morta por cinco horas, evidenciando uma crise humanitária que expõe falhas estruturais na proteção das mulheres e na eficácia das políticas de segurança pública.
Contexto Institucional e Histórico da Violência de Gênero
O s dados consolidados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam que 1.260 mulheres foram vitimadas por violência letal no período entre janeiro e março, configurando um aumento de 17% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior e reforçando a tendência de letalidade já observada nos últimos anos.
A escalada da violência, marcada por agressões cada vez mais cruéis e a participação de menores em casos extremos, evidencia a urgência de uma resposta estatal mais célere e integrada, enquanto a sociedade civil pressiona por políticas públicas eficazes que confrontem a cultura de misoginia enraizada em estruturas sociais e institucionais.
O Brasil registra média de uma mulher morta por cinco horas no primeiro trimestre de 2024, o maior índice da série histórica
Repercussão Jurídica e Políticas Públicas em Debate
A Comissão Nacional da Mulher e o Ministério da Justiça destacam a necessidade de acelerar a implementação do Plano Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, com foco em serviços especializados, protocolo de atendimento imediato e integração entre setores de saúde, assistência social e segurança.
O debate sobre redução da maioridade penal ressurge com força, mas especialistas alertam que a solução não reside na punição mais severa, mas na prevenção eficaz e na responsabilização das instituições que falham no acompanhamento das vítimas.



