Na terça‑feira, 8 de setembro, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou o lançamento da plataforma Mercado da Mentira, ferramenta digital que consolida indicadores econômicos e de custo de vida para comparar os governos Lula e Bolsonaro, a partir de dados oficiais do IPCA acumulado dos três anos e meio de cada mandato.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A iniciativa foi divulgada por meio de comunicado oficial da equipe de comunicação da campanha, que destacou a utilização de bases certificadas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Banco Central para analisar preços de alimentos básicos – arroz, cebola, açúcar cristal e óleo de soja – ao longo dos períodos em que Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT) ocuparam a presidência da República.
Nos primeiros dias de operação, a plataforma já disponibilizou relatórios comparativos que apontam variações percentuais nos valores medianos dos itens analisados, com destaque para a queda registrada no preço do arroz em relação ao mesmo período do governo anterior, reforçando a narrativa de que a inflação tem se mantido mais contida nos indicadores apontados pela equipe governamental.
Mais barato com Lula: o arroz registrou queda média de 12% nos preços ao consumidor nas comparações entre os dois governos.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A Secretaria de Segurança Institucional (SEGIN) e o Ministério da Justiça foram acionados para avaliar eventuais violações às normas eleitorais vigentes, já que a ferramenta entra em vigor durante o calendário eleitoral em curso; até o momento, não foram constatados indícios de infração legal.
Entidades sindicais de consumidores e representantes do setor agropecuário manifestaram preocupação com a seletividade dos indicadores, pedindo esclarecimentos sobre a abrangência dos preços e solicitando que futuras versões incluam também custos de proteínas animais, item ausente no vídeo viral que gerou debate sobre o gasto total em Belo Horizonte.



