No dia 10 de setembro de 2024, a Polícia Federal deflagrou a O peração Make Up, investigando o desvio de recursos públicos destinados a projetos culturais e esportivos para o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, com alvos que incluem o deputado Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama, sócia-produtora da Go Up Entertainment.
Contexto Institucional e Histórico da O peração
A operação surgiu após a homologação, por André Mendonça, da delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, sócio da Entre Investimentos, que repassou recursos ao filme por meio da empresa do banqueiro Daniel Vorcaro, vinculada ao Banco Master, em uma rede que utilizava entidades sem fins lucrativos e terceirizadas para encobrir a origem dos fundos.
As investigações da PF buscam mapear a trajetória de recursos públicos direcionados por parlamentares federais e estaduais a projetos culturais e esportivos, que teriam sido desviados indiretamente para viabilizar a produção cinematográfica de Dark Horse, com envolvimento de figuras públicas como Mario Frias e Karina da Gama, que coordenam ou apoiam artisticamente o projeto.
A O peração Make Up mira desvios de mais de R$ 120 milhões em verbas públicas destinadas a projetos culturais e esportivos para sustentar o financiamento do filme Dark Horse.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A homologação da delação por Mendonça abre caminho para eventuais acusações de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos, com foco no uso de estruturas empresariais e instituições culturais como fachada para canalizar verbas ao filme.
A expectativa é de que novas delações e oitivas de testemunhas possam ampliar o cerco investigativo ao entorno do financiamento do filme, com possíveis implicações para aliados políticos próximos ao ex-presidente Bolsonaro.



