A empresária gaúcha Patricia Coelho Fernandes, de 25 anos, encontra-se internada há aproximadamente um mês no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre após desenvolver celulite infecciosa e abscesso no glúteo em decorrência de aplicação de ácido hialurônico em partes moles, procedimento realizado no início de agosto que culminou em múltiplos desmaios e necessitou de três intervenções cirúrgicas.
Contexto da Intervenção Estética e Acontecimentos Pós-Procedimento
A investigação jornalística apura que o caso, raríssimo na literatura médica por envolver infecção por bactéria extremamente rara em tecidos moles, revela a gravidade dos riscos associados à prática irregular de harmonização glútea por profissionais não habilitados, conforme evidenciado pelo relato da paciente, que descreveu desmaios recorrentes, tremor intenso e calafrios após o procedimento iniciado às 18h, com sintomas que se intensificaram até o amanhecer.
O s registros indicam que a paciente foi encaminhada ao pronto-socorro com quadro avançado de infecção localizada, necessitando de internação prolongada para controle da celulite e drenagem de abscesso, enquanto a Justiça já tramita ação por danos morais e materiais em razão da negligência alegada por parte do profissional responsável.
Patrícia afirmou ser o primeiro caso registrado no mundo de infecção por bactéria rara em partes moles após aplicação de ácido hialurônico.
Repercussão Legal e Desdobramentos do Caso
As autoridades competentes, incluindo a Polícia Civil e a Secretaria de Saúde do Estado, estão conduzindo inquérito para apurar a responsabilidade civil e criminal do profissional que realizou a aplicação ilegal de substâncias não esterilizadas em ambiente não adequado, com possibilidade de configuração de crime contra a saúde pública previstos no Código Penal brasileiro.
O caso deve gerar precedentes jurídicos sobre a responsabilidade dos aplicadores não médicos de preenchadores dérmicos, além de estimular ações regulamentadoras que busquem restringir a prática a profissionais habilitados, como médicos ou enfermeiros devidamente credenciados.



