Em 11 de abril de 2024, às 18h, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro reuniu-se com o ministro Gilmar Mendes no gabinete do Supremo Tribunal Federal, com a presença dos advogados do Banco Master, em um encontro que mobilizou os corredores da Justiça e levantou questionamentos sobre possíveis pressões para decisões judiciais sobre indenizações bilionárias do setor sucroalcooleiro.
Contexto Institucional e Antecedentes da Apuração
A reunião, revelada pela Folha de S. Paulo e confirmada pela, ocorreu em um momento estratégico, às vésperas de decisões judiciais que poderiam definir o destino de recursos superiores a R$ 145 bilhões em indenizações não pagas ao setor sucroalcooleiro, estimadas pela AGU no último exercício.
O ex-banqueiro, cuja carteira bancária incluía precatórios vinculados a dívidas da União, buscava influência sobre votações no STF, onde Gilmar Mendes já havia proferido votos contrários ao pagamento de precatórios em favor da União em casos como ARE 1327995 e ARE 1312127.
O impacto atualizado das indenizações não pagas ao setor sucroalcooleiro à União atinge R$ 145 bilhões, segundo estimativa da AGU.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Defesa
A defesa oficial de Mendes afirmou que a audiência foi realizada em ambiente institucional, com base no art. 7º, VIII, da Lei 8.906/1994, e negou qualquer vínculo entre o ministro e tratativas privadas com Vorcaro ou seu cunhado Chiquinho Feitosa.
Especialistas em direito administrativo alertam que a aproximidade entre o ministro e representantes do Banco Master pode gerar suspeitas de parcialidade, embora o STF mantenha que as votações foram unânimes em todos os casos analisados.



