Na quinta-feira, 5, as bolsas americanas enfrentaram o pior dia desde abril de 2025. O índice Nasdaq-100 recuou mais de 6%, enquanto as ações de semicondutores chegaram a cair mais de 9%, impactando diretamente o bitcoin, que seguiu a mesma trajetória de queda menos de uma hora após o início do movimento.
A pressão continuou na sexta-feira, 6, e o bitcoin negociou abaixo de US$ 75 mil, menor patamar desde agosto. Em 24 horas, mais de US$ 1 bilhão em apostas alavancadas foram liquidadas e os ETFs de bitcoin registraram saídas, sem que nenhum fundo fechasse o dia no positivo.
O mercado demonstra dúvidas sobre o retorno dos grandes investimentos em inteligência artificial. Grandes fundos americanos vinham reduzindo posições em tecnologia no ritmo mais acelerado em uma década, enquanto o endividamento para comprar ações chegou a níveis recordes, criando um cenário onde quedas fortes obrigam vendas para cobrir posições.
O contexto político também é relevante: após as eleições americanas de meio de mandato, o bitcoin chegou a recuperar a região de US$ 80 mil, mas devolveu o ganho pouco depois. Para os analistas citados no texto, fatores macroeconômicos e liquidez pesam mais que o calendário eleitoral.



