Durante a manhã de terça-feira, a veterinária Manuela Sena, especialista em saúde canina do Centro Universitário do Distrito Federal, orientou tutores sobre a necessidade de investigação clínica detalhada para identificar as causas da lambedura excessiva nas patas dos cães, um comportamento que pode indicar desde processos alérgicos até distúrbios emocionais, em ambiente doméstico onde a dermatite com perda de pelos nas extremidades é frequentemente associada a lesões ósseas ou articulares como a artrose.
Investigação Clínica e Critérios Diagnósticos da Lambedura Canina
A apuração realizada pela profissional destacou que o incômodo localizado nas extremidades dos cães requer exames específicos para diferenciar entre etiologias físicas, como inflamações articulares ou infecções secundárias, e fatores emocionais, incluindo ansiedade de separação ou tédio persistente, conforme evidenciado em relatório técnico emitido pelo Ministério da Saúde em 2023.
Antecedentes recentes indicam que a dermatite com perda de pelos nas patas, comum em animais com artrose ou traumas locais não diagnosticados, manifesta-se como resposta crônica à irritação contínua, necessitando da exclusão sistemática de fungos, bactérias ou ácaros por meio de biópsias e exames laboratoriais antes de estabelecer diagnóstico definitivo.
A dermatite com perda de pelos nas patas surge como indicador clínico crítico de lesões articulares subjacentes ou exposição a agentes externos como asfalto quente, exigindo avaliação imediata para prevenir complicações graves.
Repercussão Institucional e Diretrizes para Intervenção Terapeutica
As declarações da especialista foram reforçadas pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária, que afirmou que a aplicação de colares elisabetanos ou contenções físicas sem prévia identificação da causa raiz configura prática inadequada e potencialmente lesiva, devendo ser precedida por tratamento específico da patologia subjacente.
Profissionais recomendam que tutores adotem medidas preventivas como testar a temperatura do solo com as costas da mão antes de permitir o passeio em superfícies expostas ao calor intenso e priorizem o enriquecimento ambiental por meio de brinquedos interativos para mitigar quadros ansiosos sem recorrer a punições que agravam o quadro psicofisiológico do animal.



